Pesquisa mantem Riedel na liderança com 46%, mas também revelam a consolidação de Fábio Trad

0

Levantamento divulgado neste domingo (7) pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência mostra que o governador Eduardo Riedel (PP) segue liderando com folga a corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 5 de junho, ouvindo 2 mil eleitores em 30 municípios do Estado.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Riedel aparece com 46% das intenções de voto, consolidando a liderança na disputa. Em segundo lugar está Fábio Trad (PT), com 20,4%, seguido pelo deputado estadual João Henrique Catan (Novo), que soma 9%.

Na sequência aparecem o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com 4%, o economista Renato Gomes (DC), com 2,6%, e Jefferson Bezerra (Agir) e Lucien Rezende (PSOL), ambos com 1%.

Em comparação com o levantamento realizado em maio, Riedel avançou de 44,2% para 46%, enquanto Fábio Trad passou de 20% para 20,4%. Já João Henrique Catan recuou de 9,6% para 9%. As variações dos três principais nomes estão dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os demais pré-candidatos, Delcídio do Amaral registrou a maior oscilação negativa, caindo de 6,6% para 4%. Renato Gomes passou de 3,8% para 2,6%, enquanto Jefferson Bezerra caiu de 1,6% para 1%. Lucien Rezende foi o único do grupo a apresentar crescimento, saindo de 0,8% para 1%.

O percentual de eleitores que declararam voto branco ou nulo permaneceu em 7%, enquanto os indecisos passaram de 6,4% para 9%.

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Eduardo Riedel também lidera com 24% das intenções de voto. Fábio Trad aparece em segundo lugar, com 9%, seguido por João Henrique Catan, com 4%.

Delcídio do Amaral registra 2%, Renato Gomes tem 1%, Jefferson Bezerra aparece com 0,6% e Lucien Rezende com 0,4%. Outros nomes foram citados por 1% dos entrevistados.

Neste cenário, 21% afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 37% disseram não saber ou preferiram não responder.

Rejeição

O levantamento também mediu a rejeição dos possíveis candidatos ao Governo do Estado. Delcídio do Amaral lidera o índice, com 15% dos entrevistados afirmando que não votariam nele.

Em seguida aparecem Lucien Rezende, com 13%, Fábio Trad, com 12%, João Henrique Catan, com 8,8%, Eduardo Riedel, com 7,6%, Renato Gomes, com 6%, e Jefferson Bezerra, com 5%.

Além disso, 14% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou nulo, enquanto 18,6% não souberam ou não quiseram responder.

A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob os números MS-06874/2026 e BR-03768/2026 e foi encomendada pela Rede Top FM.

A pesquisa mostra um cenário relativamente consolidado na liderança de Eduardo Riedel, mas também revela que Fábio Trad aparece como o principal nome da oposição e com potencial para crescer ao longo da campanha eleitoral.

Embora tenha oscilado apenas de 20% para 20,4% na pesquisa estimulada, dentro da margem de erro, Fábio ocupa sozinho a segunda colocação e mantém uma distância considerável dos demais concorrentes. Enquanto João Henrique Catan registra 9%, Delcídio do Amaral aparece com 4% e os demais candidatos não ultrapassam 3%, o petista concentra praticamente todo o eleitorado oposicionista neste momento.

Outro fator relevante é o desempenho na pesquisa espontânea. Sem a apresentação de nomes aos entrevistados, Fábio alcança 9% das intenções de voto, ficando atrás apenas de Riedel, que soma 24%. Isso demonstra que seu nome já possui reconhecimento significativo junto ao eleitorado, condição importante para sustentar crescimento durante a campanha.

A taxa de rejeição também merece atenção. Com 12%, Fábio aparece atrás de Delcídio do Amaral (15%) e próximo de Lucien Rezende (13%). Apesar de não ser um índice baixo, está longe de representar um obstáculo intransponível, principalmente para um candidato que ainda terá espaço para ampliar sua exposição e apresentar propostas.

Do ponto de vista político, Fábio Trad pode ser beneficiado por alguns fatores nos próximos meses:

  • A tendência de polarização entre governo e oposição, que costuma concentrar votos nos candidatos mais competitivos;
  • O apoio da estrutura nacional do PT e de possíveis alianças de centro-esquerda;
  • A possibilidade de atrair parte do eleitorado indeciso, que atualmente representa 9% na pesquisa estimulada e 37% na espontânea;
  • O eventual enfraquecimento ou retirada de candidaturas alternativas no campo oposicionista.

Por outro lado, o desafio é grande. Eduardo Riedel aparece próximo dos 50% das intenções de voto e, se mantiver esse patamar, poderá até vencer no primeiro turno, dependendo da consolidação dos números durante a campanha. Para levar a disputa a um segundo turno, Fábio precisaria ampliar significativamente sua base eleitoral e atrair eleitores que hoje aprovam a gestão estadual ou ainda estão indecisos.

O dado mais positivo para Fábio Trad não é necessariamente o percentual atual, mas o fato de ser o único adversário que conseguiu se consolidar com mais de 20% das intenções de voto. Em um cenário ainda distante da eleição, isso o coloca como principal alternativa ao grupo governista e o credencia como o candidato com maior potencial de crescimento entre os nomes da oposição.

Se a campanha conseguir transformar os elevados índices de indecisos em intenção de voto e nacionalizar parte do debate político, Fábio tem espaço para avançar. A questão central será saber se esse crescimento ocorrerá em ritmo suficiente para reduzir a larga vantagem construída por Riedel até aqui.

.