Durante coletiva Choque detalha operações que terminaram com três suspeitos mortos em Ivinhema e Ladário

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O Batalhão de Choque da Polícia Militar detalhou, na manhã desta segunda-feira (27), duas operações que terminaram com três suspeitos mortos em confrontos com policiais nos municípios de Ivinhema e Ladário. As informações foram apresentadas durante coletiva de imprensa realizada na sede da unidade, em Campo Grande.

Segundo o comandante do Batalhão de Choque, major Clayton, a primeira ocorrência aconteceu em Ivinhema durante as investigações sobre um homicídio consumado e uma tentativa de homicídio registrados no último dia 20 de julho.

As equipes localizaram um suspeito de 21 anos, apontado como um dos envolvidos nos crimes. Conforme a versão da Polícia Militar, ao perceber a aproximação dos policiais, ele correu para o interior de uma residência e efetuou disparos com um revólver calibre .38 contra a equipe. Os militares revidaram e o homem foi baleado.

No mesmo imóvel, outro suspeito, de 22 anos, também teria reagido à abordagem. De acordo com a PM, ele saiu da residência armado e apontou uma arma em direção aos policiais, sendo atingido durante o confronto.

Os dois chegaram a ser socorridos, mas morreram antes de dar entrada em atendimento médico.

Ainda conforme a polícia, testemunhas identificaram o homem de 22 anos como sendo o passageiro da motocicleta utilizada no homicídio e na tentativa de homicídio investigados, além de apontá-lo como o autor dos disparos contra as vítimas.

Durante a coletiva, o Choque apresentou os antecedentes criminais dos dois suspeitos.

O homem de 21 anos possuía registros por quatro furtos, um roubo com restrição da liberdade da vítima, três lesões corporais, duas lesões corporais graves, quatro ameaças, três ocorrências de violência doméstica, três registros por porte de entorpecentes e corrupção de menores.

Já o suspeito de 22 anos tinha passagens por roubo majorado com emprego de arma de fogo, furto, sete ocorrências por tráfico de drogas, cinco ameaças, quatro lesões corporais, dois casos de violência doméstica, tentativa de aborto, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores.

Operação Jovem Guerreiro

O segundo confronto ocorreu em Ladário, durante o desdobramento da Operação Jovem Guerreiro, deflagrada após o assassinato de um policial militar na região pantaneira.

Segundo o major Clayton, as equipes cumpriam diligências para localizar um homem que havia rompido a tornozeleira eletrônica e estava foragido havia cerca de cinco dias.

Ao chegarem ao imóvel indicado como possível esconderijo do suspeito, os policiais encontraram o pai do foragido. Conforme a versão apresentada pela corporação, ele reagiu à abordagem apontando um revólver calibre .38 contra os militares e acabou morto durante o confronto.

Na residência, os policiais apreenderam mais de um quilo de maconha, diversas porções de cocaína e a tornozeleira eletrônica rompida pertencente ao filho do homem morto.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, o suspeito possuía extensa ficha criminal, com antecedentes por tráfico de drogas, furtos qualificados, receptação de veículos, porte ilegal de arma de fogo, disparos de arma em via pública, tentativas de homicídio, ameaças, lesões corporais e violência doméstica.

O filho dele, alvo da operação, continua foragido. Ele é investigado por crimes de roubo, tráfico de drogas, receptação e furto.

Balanço das ações

Durante a coletiva, o Batalhão de Choque também apresentou um balanço das operações realizadas em Mato Grosso do Sul ao longo de 2026.

Segundo a corporação, já foram efetuadas mais de 275 prisões em flagrante, cumpridos 127 mandados de prisão, apreendidas 138 armas de fogo, recuperados 70 veículos e retiradas de circulação mais de 11 toneladas de drogas.

O major Clayton também chamou atenção para o aumento das mortes em confrontos envolvendo forças de segurança. Conforme o comandante, Mato Grosso do Sul já contabiliza 64 mortes decorrentes de intervenções policiais em 2026, número que iguala todo o registrado durante o ano de 2025.

Segundo ele, a elevação dos confrontos está relacionada ao comportamento da criminalidade.

“Há anos em que a criminalidade está mais tranquila e outros em que ela está mais ousada. Isso acaba resultando em um maior número de confrontos que terminam com morte”, afirmou.

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