Com equipes mobilizadas na região de Ivinhema e Nova Andradina para apurar o assassinato de Jean Marlon Conceição da Silva e a tentativa de homicídio contra uma jovem grávida de 19 anos, o Batalhão de Choque da Polícia Militar intensificou as diligências e localizou dois dos principais suspeitos na manhã de domingo (26).
A ação terminou em confronto e na morte de Lucas Maciel Nunes, de 21 anos, conhecido como “Luquinha”, e André da Silva de Andrade Gama, de 22 anos, o “Jamaica”.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (27), o comandante do Batalhão de Choque, major Cleyton da Silva Santos, afirmou que “Jamaica” era apontado pelas investigações como o autor dos disparos que mataram Jean Marlon e feriram a jovem grávida. Já “Luquinha”, segundo a polícia, estava na garupa da motocicleta utilizada na ação criminosa.
Apesar da pouca idade, os dois acumulavam diversas passagens pela polícia.
Segundo o comandante, “Luquinha” possuía antecedentes por quatro furtos, roubo com emprego de arma de fogo, três lesões corporais, duas lesões corporais graves, quatro ameaças, três ocorrências de violência doméstica, além de registros por porte de entorpecentes e corrupção de menores.
Já “Jamaica” tinha passagens por crimes semelhantes, além de sete registros por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, tentativa de aborto e outros delitos.
Vídeo do confronto
Após a operação, imagens registradas por uma câmera de segurança passaram a circular nas redes sociais. O vídeo mostra o momento em que as equipes do Choque chegam ao imóvel, seguido por diversos disparos. Na sequência, é possível ouvir pedidos para que os policiais não atirem.
Questionado sobre as imagens, o major Cleyton afirmou que todos os militares envolvidos foram ouvidos e apresentaram suas versões sobre a ocorrência.
Segundo o comandante, os pedidos por socorro ocorreram apenas depois que os suspeitos já haviam efetuado disparos contra as equipes policiais.
“A dinâmica apresentada pelos policiais indica que as manifestações ocorreram após a reação armada dos suspeitos e o revide da equipe”, afirmou o comandante.
O caso será investigado pela Polícia Civil e também será submetido aos procedimentos legais de apuração previstos para ocorrências com intervenção policial.