Família de Fabíola Marcotti divulga nota e afirma acreditar que fisioterapeuta foi vítima de feminicídio

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A família da fisioterapeuta Fabíola Marcotti divulgou uma nota pública nesta segunda-feira (27) em que manifesta indignação com as circunstâncias da morte da vítima e afirma acreditar que ela foi vítima de feminicídio. No documento, os familiares rejeitam a hipótese de autoextermínio e cobram que a investigação seja conduzida “com o máximo rigor, sem pressa, sem omissões e sem qualquer tentativa de apagar a verdade”.

Fabíola foi encontrada morta no dia 18 de maio deste ano, na chácara onde morava com o marido, o médico cardiologista João Jazbik Neto, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande. O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).

Na nota, a família afirma conhecer a história, os sonhos e a vontade de viver de Fabíola e, por isso, diz não aceitar a tese de que ela tenha tirado a própria vida.

“Para a família, Fabíola foi morta. E foi morta por ser mulher, dentro de um contexto que precisa ser apurado com o máximo rigor”, diz um trecho do documento.

Os familiares também informam que, em respeito ao sigilo das investigações, não irão divulgar detalhes técnicos, laudos ou provas, mas ressaltam que acompanharão atentamente cada etapa do inquérito.

Outro ponto destacado na manifestação é a confiança no trabalho da delegada Analu Lacerda Ferraz, responsável pelas investigações, bem como da equipe da DEAM, da Perícia Oficial, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

“A verdade será buscada com coragem, responsabilidade e respeito à memória de Fabíola”, afirma a nota.

Em conversa com a reportagem, um integrante da família afirmou que a busca pela verdade vai além da responsabilização dos envolvidos e representa uma oportunidade de conscientização sobre a violência psicológica sofrida por muitas mulheres. Segundo ele, o empenho da Justiça para esclarecer o caso poderá servir de exemplo para vítimas que, em razão da dependência emocional, não conseguem identificar os sinais de controle, manipulação e comportamentos narcisistas por parte de seus companheiros.

“Acreditamos que a elucidação deste caso poderá encorajar outras mulheres a reconhecerem situações abusivas antes que elas evoluam para desfechos trágicos. Se a Justiça conseguir mostrar a verdade, muitas vidas poderão ser salvas”, disse o familiar.

A família ainda faz um apelo para que o caso não seja tratado de forma precipitada e defende que todas as circunstâncias da morte sejam esclarecidas antes de qualquer conclusão.

“Não buscamos vingança. Buscamos justiça”, finaliza o documento assinado pela família de Fabíola Marcotti e pelo advogado Márcio Leonardo Almeida das Virgens.

O caso permanece sob investigação da Polícia Civil. Até o momento, as autoridades não divulgaram a conclusão oficial do inquérito sobre a causa da morte de Fabíola.

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