Em menos de 24 horas, três crianças são vitimas de negligencia e violência em Mato Grosso do Sul

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    Menino de 4 anos foi encontrado sozinho em rodovia, criança de 6 anos fugiu da própria mãe durante agressões e bebê de 7 meses deu entrada em hospital com sinais de espancamento.

    Três ocorrências envolvendo violência, negligência e abandono de crianças registradas em diferentes cidades de Mato Grosso do Sul em menos de 24 horas acenderam um alerta sobre a vulnerabilidade infantil e a responsabilidade das famílias na proteção dos menores.

    O primeiro caso aconteceu em Antônio João, onde um menino de apenas 4 anos foi encontrado caminhando sozinho e chorando às margens da rodovia MS-385. Moradores da Aldeia Campestre acionaram a Polícia Militar após perceberem a situação. Segundo relatos, a mãe teria saído com a criança para fazer compras na cidade, mas acabou consumindo bebida alcoólica e desapareceu. O garoto tentou retornar sozinho para casa e foi entregue aos cuidados de uma tia materna. O Conselho Tutelar acompanha o caso.

    Horas depois, em Paranaíba, uma mulher de 45 anos foi presa após perseguir e ameaçar a própria filha, de apenas 6 anos. Quando chegaram ao local, policiais encontraram a menina correndo assustada enquanto era perseguida pela mãe, que gritava e a xingava com palavras ofensivas. A mulher, que apresentava sinais de embriaguez, precisou ser contida e foi encaminhada à delegacia por maus-tratos.

    Já em Nova Andradina, um bebê de apenas 7 meses foi internado em estado grave após dar entrada no Hospital Regional com diversos ferimentos pelo corpo. A criança apresentava hematomas, lesões, possível edema na cabeça e sinais de fratura craniana. O caso levantou suspeita de agressão e levou a Polícia Civil a conduzir a mãe para prestar esclarecimentos. As circunstâncias dos ferimentos estão sendo investigadas.

    Embora ocorridos em municípios diferentes, os três episódios têm algo em comum: vítimas extremamente vulneráveis e dependentes da proteção de adultos. Especialistas apontam que situações de abandono, maus-tratos e violência doméstica contra crianças exigem resposta rápida das autoridades e acompanhamento permanente da rede de proteção formada por conselhos tutelares, assistência social, saúde e segurança pública.

    Os casos seguem sob investigação.

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