Fuzileiro naval sobrevive a tiro na nuca e polícia investiga possível latrocínio mas também pode haver agiotagem na motivação

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O caso envolvendo um fuzileiro naval de 24 anos baleado na nuca na madrugada desta quinta-feira (11), em Corumbá, pode ter motivação diferente daquela inicialmente apresentada pelos suspeitos presos pela Polícia Civil.

Embora o registro policial aponte para uma tentativa de roubo seguida de execução, informações apuradas pela reportagem indicam existe a possibilidade de um acerto de contas envolvendo empréstimos de dinheiro e atividades ligadas à agiotagem.

A vítima sobreviveu mesmo após ser atingida por um disparo à queima-roupa na região da nuca. O principal suspeito é um colega de farda, identificado pelas iniciais D.B.S., de 21 anos, que foi preso juntamente com outros dois jovens apontados como participantes da ação criminosa.

Conforme a investigação, o militar teria pedido uma carona à vítima e, durante o trajeto, anunciado o assalto com o auxílio dos comparsas. O grupo seguiu até uma área isolada nos fundos do Residencial Flamboyant III, onde o fuzileiro foi retirado do carro e baleado.

Mesmo gravemente ferido, o militar conseguiu caminhar até uma conveniência para pedir ajuda. Consciente, ele forneceu informações que permitiram a rápida identificação dos envolvidos.

Entretanto, fontes ligadas à apuração informaram à reportagem que a relação entre vítima e autor era de amizade e que ambos se conheciam anteriormente. Segundo essas informações, o suspeito trabalharia para um agiota e teria ocorrido um desentendimento relacionado a dinheiro emprestado.

Essa hipótese reforça a possibilidade de que o crime tenha sido premeditado e que a suposta tentativa de roubo do veículo possa ter servido para encobrir uma execução motivada por dívida ou conflito financeiro.

Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a postura do principal suspeito após o crime. Segundo a polícia, ele foi localizado horas depois em uma lanchonete de Ladário, onde consumia alimentos e bebidas normalmente, mesmo após o ataque que quase resultou na morte do colega de farda.

Durante a prisão, os policiais apreenderam um revólver calibre .22, munições, porções de skunk, joias, um soco inglês e uma fita-crepe que, segundo os depoimentos, seria utilizada para render a vítima.

Durante a prisão, os policiais apreenderam um revólver calibre .22, munições, porções de skunk, joias, um soco inglês e uma fita-crepe que, segundo os depoimentos, seria utilizada para render a vítima.

Os outros dois suspeitos foram presos quando tentavam conduzir o veículo roubado em direção à fronteira. Em depoimento, eles afirmaram que receberiam dinheiro pela participação na ação.

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a real motivação do crime e apurar se houve tentativa de latrocínio ou uma execução planejada disfarçada de roubo.

Em nota oficial, a Marinha do Brasil informou que acompanha o caso, presta assistência ao militar ferido e colabora com as autoridades responsáveis pelas investigações.

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