Receita e Garras fecham esquema de contrabando de perfumes e prendem quatro suspeitos

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Dois gerentes e dois motoristas foram presos na noite desta segunda-feira (13), durante uma operação conjunta da Receita Federal e do Garras (Delegacia de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), em Campo Grande. A ação resultou na apreensão de centenas de caixas de perfumes importados contrabandeados, avaliados em cerca de R$ 15 milhões, em um depósito localizado na Rua Antônio Mena Gonçalves, no Bairro Coronel Antonino.

A operação teve início a partir de uma denúncia recebida pelo Garras e já vinha sendo investigada pela Receita Federal. As mercadorias estavam prontas para envio pelos Correios a lojas de Mato Grosso do Sul.

Segundo o auditor fiscal Daniel César Benites, ainda será feita a contagem completa e a verificação da autenticidade dos produtos. “São perfumes importados em geral. Quanto à classificação de marca ou não, ainda não temos como definir”, explicou.

O depósito, identificado como pertencente à empresa “Top Perfumes”, já era monitorado há pelo menos um ano pela Receita Federal, com registros de apreensões anteriores de remessas ilegais. No local, as equipes encontraram caixas embaladas e prontas para envio, evidenciando um esquema estruturado de comercialização irregular.

Durante a ação, foram identificados produtos de luxo das marcas Christian Dior, Carolina Herrera, Paco Rabanne, Chanel, Lancôme, Versace, Gucci, Prada, Yves Saint Laurent, Giorgio Armani, Dolce & Gabbana, entre outras. Um catálogo com os nomes e fotos dos perfumes também foi encontrado no depósito.

Toda a carga apreendida será encaminhada ao depósito da Receita Federal, onde passará pelo processo administrativo de perdimento. Veículos ligados à operação também serão retidos. O Ministério Público e a Polícia Federal foram acionados, e há possibilidade de sequestro de bens e valores dos envolvidos.

O prejuízo causado pelo grupo criminoso é estimado em milhões de reais, e as investigações continuam para apurar a extensão do esquema e possível falsificação das mercadorias.

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