Enquanto milhões de trabalhadores brasileiros aguardam com legítima esperança o fim da exaustiva jornada 6×1, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) segue lamentavelmente refém do pragmatismo fisiológico e de disputas partidárias egoístas no Senado Federal. É inadmissível que um tema de tamanha urgência humana — que impacta diretamente a saúde mental, o esgotamento físico e a dignidade das famílias — seja transformado em moeda de troca política e disputas veladas por relatoria entre governistas e oposição. Ao paralisar a tramitação em vez de priorizar o bem-estar da força de trabalho, a classe política demonstra um preocupante distanciamento da realidade das ruas, ignorando que a preservação da sanidade e da vida do trabalhador deveria estar muito acima de qualquer ideologia ou conveniência eleitoral.
A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) manifestou forte apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1, defendendo a transição para a jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso (5×2). Em pronunciamentos recentes no Senado Federal, a parlamentar centrou sua argumentação no mercado de trabalho feminino, apontando os prejuízos da rotina atual para a saúde e bem-estar das trabalhadoras.
Thronicke alertou que Mato Grosso do Sul figura entre os estados com maior proporção de trabalhadores submetidos a essa rotina exaustiva, o que priva a população local de tempo livre de qualidade. Para a parlamentar, a mudança do modelo para a escala 5×2 é uma medida urgente para humanizar as relações trabalhistas e garantir mais dignidade, especialmente para as mães solo.