Veteranos do GARRAS divulgam nota de repúdio e cobram Governo de MS por interferências na unidade

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Manifestação critica o que classificam como aparelhamento da unidade policial e afirma que mudanças administrativas estariam comprometendo a identidade e a finalidade operacional do grupo

Veteranos do GARRAS (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) divulgaram uma nota de repúdio na qual manifestam preocupação com os rumos da unidade policial em Mato Grosso do Sul. O documento faz críticas ao que os signatários classificam como aparelhamento da instituição e possíveis interferências políticas e administrativas em sua atuação.

Na manifestação, os veteranos afirmam que o GARRAS foi construído ao longo de gerações com base no sacrifício, na coragem, no profissionalismo e no compromisso com a sociedade. Para eles, a unidade não pode ser tratada como propriedade de gestores nem utilizada para atender a conveniências políticas ou interesses particulares.

Um dos principais pontos da nota é a crítica à subordinação da finalidade operacional da unidade a interesses que, segundo os veteranos, não correspondem à atividade policial. O grupo também direciona cobranças ao secretário estadual de Justiça e Segurança Pública e ao governador de Mato Grosso do Sul, afirmando que ambos precisam responder politicamente pelas escolhas administrativas, pelas interferências e por eventuais omissões diante da situação.

Defesa da identidade institucional

Os signatários ressaltam que a manifestação não representa resistência a mudanças nem saudosismo, mas uma defesa da história e dos valores que, segundo eles, construíram a identidade do GARRAS.

A nota enfatiza que a instituição não pertence a pessoas ou administrações passageiras e que seu legado deve ser preservado independentemente de quem esteja à frente da gestão.

A mensagem termina com uma afirmação que resume o posicionamento dos veteranos: “O GARRAS tem história, tem identidade e não pode ser submetido a interesses políticos ou pessoais”.

Sob o lema “Honra e Lealdade”, o documento representa uma manifestação pública de insatisfação de integrantes que fizeram parte da trajetória da unidade e cobra das autoridades uma posição sobre os questionamentos apresentados.

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