Câmara de Campo Grande instaura CPI do Tapa-Buraco com prazo de 120 dias

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Com prazo oficial de 120 dias, comissão presidida pela vereadora Luiza Ribeiro fará primeira reunião nesta segunda-feira para auditar contratos e medições de serviços na Capital

A Câmara Municipal de Campo Grande oficializou nesta sexta-feira (6) o ato de instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buraco. Diferente da previsão inicial de 90 dias mencionada nas discussões preliminares, a comissão foi instituída com um prazo oficial de 120 dias para auditar supostas irregularidades em contratos, medições de serviços e na destinação de verbas para a manutenção do asfalto na Capital.

Sob a presidência da vereadora Luiza Ribeiro (PT), autora do requerimento de abertura da investigação, a comissão terá sua primeira reunião oficial de trabalho na segunda-feira (9). O bloco investigativo também é composto pelos vereadores Lívio Leite (União Brasil), Leinha (Avante) e Beto Avelar (PP). O foco dos trabalhos parlamentares abrangerá desde a origem dos contratos vigentes e a escolha das prestadoras de serviço até a conferência das medições físicas e o cumprimento dos prazos em pedidos de informação.

A abertura da CPI ganhou força política após o apontamento de que os contratos de manutenção viária somaram R$ 113,7 milhões entre 2018 e 2025, contrastando com a redução drástica das dotações orçamentárias nos últimos dois anos e com as reclamações constantes da população sobre a qualidade das vias. O andamento do inquérito legislativo correrá em paralelo às apurações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por meio da Operação Buraco Sem Fim. Para ampliar a transparência, os vereadores disponibilizarão um canal direto de WhatsApp para que os moradores enviem denúncias e reclamações sobre as condições do asfalto.

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