Segunda fase de operação policial investiga esquema financeiro de advogado

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A Polícia Federal e o Gaeco deflagraram nesta quinta-feira a segunda fase da Operação Audácia, voltada ao combate de uma rede de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ofensiva investiga a possível participação de servidores públicos no esquema e cumpre 11 mandados de busca e apreensão, além de três prisões preventivas em Dourados, Campo Grande, Caarapó e Fátima do Sul. A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 18 milhões em bens dos envolvidos.

O inquérito teve origem após a prisão do advogado Rubens Dariu Saldivar Cabral, flagrado transportando R$ 100 mil em espécie entre Ponta Porã e Dourados. O rastro financeiro revelou movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada de diversos indivíduos ligados ao advogado. Em julho de 2025, a primeira fase da operação já havia apreendido equipamentos eletrônicos e documentos em endereços de luxo, visando consolidar as provas de enriquecimento ilícito.

O histórico criminal aponta que, em janeiro do ano anterior, o advogado foi detido ao retirar um veículo Audi A3 de um pátio policial em Nova Alvorada do Sul. O carro continha 21,6 quilos de pasta-base de cocaína ocultos, que não haviam sido detectados em uma apreensão anterior. Na ocasião, ele entregou o automóvel a comparsas após a liberação burocrática, sendo monitorado pelas autoridades.

Pelo envolvimento com o transporte do entorpecente, Rubens Dariu foi condenado a sete anos e seis meses de reclusão. Outros dois homens que participaram da logística e ocultação da droga também receberam sentenças que variam entre oito e dez anos de prisão por tráfico e associação criminosa. A fase atual da operação busca agora identificar outros integrantes e desestruturar o suporte financeiro da organização.

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