Projeto de OSs na saúde da Capital motiva protestos e rito rigoroso no Legislativo

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A proposta da Prefeitura de Campo Grande de transferir a gestão de duas unidades de saúde 24 horas para Organizações Sociais (OSs) motivou protestos de servidores e intensificou o debate na Câmara Municipal nesta quinta-feira. Para garantir uma análise detalhada do projeto, foi convocada uma audiência pública para o dia 9 de abril, às 14h, no Legislativo municipal.

A decisão pela audiência ocorreu após reunião entre a Comissão Permanente de Saúde e o Conselho Municipal de Saúde (CMS). O presidente da Casa de Leis, vereador Papy, assegurou que o rito legislativo será rigoroso e transparente, descartando qualquer medida apressada. Segundo ele, a participação do conselho assegura a representatividade popular em um tema que exige profundidade e diálogo prévio antes de qualquer votação.

O vereador Dr. Victor Rocha, que preside a Comissão de Saúde, destacou que o grupo já ouviu o Executivo e agora prioriza a interlocução com as entidades representativas. Ele ressaltou que os problemas estruturais identificados hoje nas unidades não refletem o desempenho dos servidores. Por outro lado, o presidente do CMS, Jader Vasconcelos, reforçou que o órgão mantém posição contrária à proposta, valendo-se de seu caráter deliberativo. O encontro de abril deve reunir gestores, trabalhadores da área e a sociedade civil para consolidar o debate sobre o futuro do atendimento na Capital.

Câmara marca audiência pública para debater gestão de unidades de saúde em Campo Grande Servidores protestam contra projeto de privatização de unidades 24 horas na Capital Vereadores garantem debate amplo antes de votar transferência de gestão na saúde Conselho Municipal de Saúde manifesta oposição a plano de OSs em unidades de Campo Grande

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