Motoristas de aplicativo e motoentregadores realizaram uma mobilização na manhã desta terça-feira (14), em Campo Grande, como parte de um protesto nacional contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, que trata da regulamentação dos serviços de transporte por aplicativo e entregas.
O ato ocorreu na Avenida Dr. Fadel Tahjer Iunes e reuniu trabalhadores da categoria, com expectativa de participação de até 200 pessoas. A manifestação também foi registrada em outras cidades do país e tem como principal pauta a reivindicação por melhores condições de trabalho.
Segundo representantes do movimento, o texto em discussão não contempla as demandas da categoria e pode agravar a realidade enfrentada pelos profissionais. De acordo com o motoentregador Uramar Silva, a situação atual já é considerada crítica, com remuneração baixa e condições precárias.
Na avaliação dele, caso o projeto seja aprovado, a tendência é de piora na renda dos trabalhadores, o que pode levar muitos a abandonar a atividade.
Já Diego Polonês, representante da Associação dos Motoristas de Aplicativo de Mato Grosso do Sul (Femapp-MS), afirmou que o projeto sofreu alterações recentes que não refletem o que vinha sendo debatido anteriormente.
Segundo ele, a versão atual do texto abre margem para práticas consideradas abusivas por parte das plataformas, especialmente em relação às taxas cobradas e à exclusão de motoristas sem garantia de defesa.
Os manifestantes também demonstraram preocupação com a viabilidade da profissão caso a proposta avance. Para eles, o cenário pode se tornar insustentável, levando ao enfraquecimento da categoria.
Entre as reivindicações apresentadas estão a definição de uma taxa mínima por quilômetro rodado, com valor sugerido de R$ 1,80, além de um valor mínimo por corrida entre R$ 8,50 e R$ 10.
Os trabalhadores defendem maior participação nas discussões sobre a regulamentação e cobram que suas demandas sejam consideradas antes de qualquer aprovação do projeto.
Com informações do Midiamax