Justiça bloqueia R$ 61 milhões de grupo investigado por tráfico e lavagem de dinheiro

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Luxury, com o cumprimento de 66 ordens judiciais em três estados. A ofensiva mira uma organização criminosa envolvida com o tráfico interestadual de drogas e busca atingir diretamente o patrimônio do grupo, estimado em cerca de R$ 61 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, estão sendo executados 22 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 39 de busca e apreensão. As ações ocorrem em cidades de Minas Gerais — como Uberlândia e Uberaba —, além de São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde há alvos em Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre.

A Justiça também determinou o sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 61 milhões, medida considerada estratégica para enfraquecer financeiramente a quadrilha e interromper suas atividades ilícitas.

As investigações tiveram início em abril de 2025, após a apreensão de cerca de 1,1 tonelada de maconha em Frutal. Com o avanço das diligências, o total de droga apreendida chegou a 5,9 toneladas em diferentes municípios. Segundo a PF, o grupo operava de forma estruturada no tráfico interestadual e utilizava esquemas sofisticados para ocultar os lucros, incluindo empresas de fachada e o uso de “laranjas”, prática típica de lavagem de dinheiro.

A operação mobiliza cerca de 160 agentes e segue em andamento. A FICCO reúne forças estaduais e federais, como as polícias Militar, Civil e Penal, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

As apurações indicam que a organização atuava há pelo menos um ano e meio utilizando a chamada “rota caipira”, considerada estratégica para o escoamento de drogas entre as regiões Centro-Oeste e Sudeste.

Para driblar a fiscalização, os criminosos utilizavam comboios formados por veículos carregados com entorpecentes e carros de apoio, conhecidos como “batedores”. O grupo também empregava tecnologia avançada, como internet via satélite, o que garantia comunicação em áreas rurais. As viagens ocorriam, em sua maioria, durante a noite, por estradas vicinais, com uso de placas clonadas.

Ainda conforme a investigação, os principais alvos estão concentrados em Uberlândia, onde atuariam integrantes ligados à liderança e ao núcleo financeiro da organização. Já em Uberaba, o foco recai sobre o núcleo responsável pelo transporte da droga, formado por motoristas e batedores.

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