O confronto armado que resultou na morte de Caique Vinícius Soares de Souza, de 31 anos, no Condomínio Gilson Teixeira, ganhou novos desdobramentos neste domingo (12). A ocorrência, que envolveu equipes da Força Tática e do GETAM do 2º Batalhão da Polícia Militar, está sob investigação e divide opiniões na comunidade local,
De acordo com os relatórios da corporação, os militares realizavam uma operação estratégica no conjunto habitacional quando Caique teria resistido à abordagem e iniciado uma troca de tiros. O suspeito foi baleado, desarmado e socorrido ainda com vida ao Hospital Auxiliadora, onde teve o óbito confirmado.
A PM informou que Caique era considerado de alta periculosidade, possuindo uma extensa ficha criminal com registros por: [1]
- Tráfico de drogas;
- Associação criminosa;
- Sequestro e cárcere privado;
- Violência doméstica
Além disso, relatórios do setor de inteligência indicavam que ele exercia uma suposta função de liderança dentro de uma facção criminosa com forte atuação na região leste do estado. Uma arma de fogo foi apreendida no local do crime.
Por outro lado, o clima é de revolta entre conhecidos de Caique. Conforme apurações de portais locais, amigos foram às redes sociais para rechaçar veementemente a narrativa de confronto apresentada pelos policiais. [1]
Segundo as publicações de pessoas próximas, Caique trabalhava formalmente em uma empresa terceirizada que presta serviços para as grandes indústrias de celulose instaladas em Três Lagoas. Defensores afirmam que a abordagem foi desproporcional e exigem rigor das autoridades na apuração dos fatos.
O caso foi oficialmente registrado na Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas, que ficará encarregada de apurar as circunstâncias da ação. Exames residuográficos e a perícia técnica no local devem determinar a dinâmica balística para comprovar a origem e a necessidade dos disparos efetuados