Denúncia anônima leva à interdição de açougue e apreensão de quase 476 kg de carne imprópria em Campo Grande

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Uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) flagrou condições alarmantes de higiene em um açougue no Bairro Buriti, na tarde desta quinta-feira (9). A ação resultou na apreensão e descarte de 475,9 quilos de carne imprópria para o consumo humano.

A fiscalização foi motivada por uma denúncia anônima enviada à Ouvidoria da Polícia Civil. Ao entrarem no estabelecimento, os agentes públicos e fiscais sanitários se depararam com o que classificaram como uma “cena de terror”.

De acordo com o relatório da operação, o açougue fabricava embutidos e processava carnes clandestinamente, sem o registro obrigatório do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). No local, linguiças eram armazenadas sem qualquer rotulagem e peças congeladas seguiam sem identificação de origem ou validade.

O ponto mais crítico detectado pela perícia foi a estrutura física do comércio. A sala de manipulação de alimentos funcionava em condições precárias de conservação. Os policiais encontraram uma tampa de acesso à rede de esgoto instalada diretamente no chão do cômodo onde as carnes eram cortadas e preparadas para a venda.

Toda a mercadoria recolhida — que incluía carne bovina, frango, fígado, coração, pescados, ossos e linguiças — foi considerada de alto risco para a saúde pública e destruída imediatamente.

O gerente do açougue apresentou a documentação do responsável técnico do local. Segundo a Decon, ambos podem ser responsabilizados criminalmente ao final do inquérito. Os envolvidos devem responder por crime contra as relações de consumo, com base no artigo 7º da Lei nº 8.137/1990. Se condenados, a pena pode chegar a cinco anos de detenção.


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