“Arrozinho” mata casal a golpes de foice e faca e acaba preso horas depois

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Um ataque violento terminou com duas mortes e um homem ferido na noite desta terça-feira (21), na Rua Dom João VI, no Jardim Noroeste, em Campo Grande. O principal suspeito, conhecido como “Arrozinho”, foi preso horas depois e confessou o crime.

De acordo com as primeiras informações, a sequência de agressões começou quando o suspeito atingiu um homem com um golpe de foice no braço. A vítima conseguiu se desvencilhar e fugir. Na sequência, um casal que estava no local foi atacado com extrema violência. Ambos morreram após sofrerem diversos golpes de foice e faca.

Uma das vítimas, identificada como Ivani Pereira, de 58 anos, apresentava múltiplos ferimentos de defesa, o que indica que tentou se proteger durante o ataque. Ela teve parte da mão decepada, com dedos encontrados próximos ao corpo. O outro homem, um idoso, também foi morto no local. Uma terceira vítima foi ferida durante a ação e socorrida pelo Corpo de Bombeiros à Santa Casa, consciente e orientada.

Equipes da Depac Centro, do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar localizaram o suspeito no distrito de Anhanduí. Ele foi encontrado deitado em uma cama e não resistiu à prisão. Em depoimento, confessou os crimes e afirmou que a motivação seria um suposto furto de ferramentas de trabalho, incluindo materiais de construção e uma makita.

Segundo o delegado Maurício Vargas, responsável pelo caso, o suspeito teria ido até a casa das vítimas para cobrar os objetos. Após uma discussão, ele iniciou os ataques. “A discussão se acalorou, e ele desferiu golpes de foice na primeira vítima. Depois, atacou outro homem e, ao ver a mulher tentando fugir, correu atrás dela e a atingiu com vários golpes”, detalhou.

A investigação aponta que uma das vítimas não teria relação com o suposto furto. Ainda conforme a polícia, um comparsa que auxiliou na fuga do autor também foi preso por favorecimento pessoal.

O suspeito foi indiciado por duplo homicídio qualificado, por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de tentativa de homicídio. A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, que deve ser analisada em audiência de custódia nos próximos dias.

O caso segue sob investigação.

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