Gerson Claro: “Ponte da Rota Bioceânica representa uma mudança estrutural para Mato Grosso do Sul”

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Com aproximadamente 90% das obras concluídas e apenas 5,60 metros restantes para unir Brasil e Paraguai, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica entra na fase final de construção. A estrutura, que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, é considerada uma das principais obras de infraestrutura da América do Sul e deve impulsionar a economia de Mato Grosso do Sul ao ampliar a integração comercial com países vizinhos e os mercados asiáticos.

A ponte será o principal elo do Corredor Rodoviário Bioceânico, rota internacional que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile aos portos chilenos no Oceano Pacífico. A expectativa é que o novo corredor reduza o tempo e os custos do transporte de mercadorias, fortalecendo a competitividade das exportações brasileiras e consolidando Mato Grosso do Sul como um importante eixo logístico do continente.

Para o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), deputado estadual Gerson Claro, a conclusão da obra representa um marco para o desenvolvimento do Estado, mas também exige planejamento para aproveitar as oportunidades que surgirão com a nova rota comercial.

“A conclusão da ponte representa uma mudança estrutural para Mato Grosso do Sul. O Estado passa a ocupar uma posição estratégica em um corredor internacional que encurta distâncias, amplia a competitividade da produção e cria condições para atrair investimentos em logística, indústria, comércio, turismo e serviços. É uma obra que cria novas perspectivas de desenvolvimento para diversas regiões sul-mato-grossenses”, afirmou.

Em agosto do ano passado, Gerson Claro participou de uma visita técnica às obras da ponte, em Porto Murtinho, ao lado de representantes dos governos brasileiro e paraguaio. Na ocasião, a comitiva acompanhou o andamento da construção e discutiu os investimentos necessários para viabilizar a operação da Rota Bioceânica.

Segundo o parlamentar, a entrega da ponte será apenas o início de uma nova etapa para Mato Grosso do Sul. Ele defende a continuidade dos investimentos em infraestrutura, logística, inovação e qualificação profissional para que o Estado aproveite plenamente o potencial econômico proporcionado pelo corredor internacional.

“A ponte é o marco de uma nova fase, mas ela, por si só, não resolve tudo. O próximo passo é preparar Mato Grosso do Sul para aproveitar as oportunidades que essa integração vai proporcionar. Isso passa por infraestrutura complementar, planejamento, segurança jurídica e um ambiente favorável para novos investimentos. Se fizermos esse trabalho, teremos condições de consolidar o Estado como uma das principais portas de acesso ao comércio internacional na América do Sul”, destacou.

Além da conclusão da ponte, seguem em andamento obras de acessos rodoviários, implantação de estruturas aduaneiras e melhorias na infraestrutura logística que darão suporte ao funcionamento do Corredor Bioceânico. A expectativa é que o conjunto de investimentos fortaleça a integração regional, estimule a instalação de novos empreendimentos e amplie a geração de empregos em Mato Grosso do Sul.

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