Waldiney Junior de Souza Alfonso foi localizado em área rural de Corumbá após trabalho de inteligência com apoio considerado imprescindível da Polícia Federal; com a morte dele, os três suspeitos apontados como executores do soldado Marcelo Pimenta já morreram.
O terceiro suspeito de envolvimento no assassinato do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta morreu no fim da tarde desta sexta-feira (10) durante confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), em Corumbá, cidade localizada na fronteira com a Bolívia.
Identificado como Waldiney Junior de Souza Alfonso, o homem estava escondido em uma área rural do município e foi localizado após uma força-tarefa de inteligência que contou com apoio considerado “imprescindível” da Polícia Federal (PF), segundo a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS).
De acordo com a corporação, ao ser localizado, Waldiney desobedeceu à ordem de parada e atirou contra os policiais utilizando uma pistola Browning calibre 9 milímetros. Houve troca de tiros e ele foi baleado. O suspeito chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. A arma utilizada no confronto foi apreendida. Conforme a PM, ele também era evadido do sistema prisional.
Com a morte de Waldiney, os três suspeitos apontados como executores diretos do assassinato do soldado Marcelo Pimenta já foram localizados pelas forças de segurança e morreram durante o desenrolar das investigações.
Marcelo Pimenta foi morto no dia 30 de junho com um disparo de fuzil durante uma perseguição policial no bairro Centro América, em Corumbá. Segundo as investigações, o grupo criminoso havia acabado de atacar a residência de um rival em meio à disputa entre facções ligadas ao tráfico de drogas na região de fronteira.
Os outros dois suspeitos tiveram desfechos distintos. Everton da Silva Viana foi preso pela polícia boliviana e entregue às autoridades brasileiras. Horas depois, morreu ao tentar tomar a arma de um policial durante diligências para indicar onde estaria escondido o armamento utilizado no crime.
Já Rubens Zilio Neto, conhecido como “Apolo”, também foi capturado na Bolívia, mas morreu no dia 4 de julho durante uma emboscada. Ele era transferido para Campo Grande em um comboio do BOPE quando a viatura em que estava apresentou problemas após o pneu furar na BR-262. Durante a parada em um posto de combustíveis no distrito de Albuquerque, um atirador escondido em uma área de mata efetuou disparos e matou o preso.
A localização de Waldiney ocorreu no âmbito da Operação Jovem Guerreiro, deflagrada pela Polícia Militar logo após a sequência de atentados registrados em Corumbá e Ladário. A ação tem como objetivo ampliar a presença do Estado na fronteira, enfraquecer a atuação das facções criminosas e restabelecer a ordem pública na região.
A operação reúne efetivos do 6º Batalhão da Polícia Militar, Batalhão de Choque (BPChoque), BOPE, Grupamento Aéreo (GPA), Patrulha Rural, Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Polícia Civil, Polícia Penal, Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), Polícia Federal e Polícia Boliviana, em regime de cooperação internacional.
Segundo o comandante-geral da PMMS, coronel Renato dos Anjos Garnes, a ofensiva já resultou na morte de cinco a seis criminosos em confrontos na região, incluindo suspeitos de apoio logístico e homens armados flagrados transportando drogas.
Além disso, a operação já cumpriu mais de 20 mandados de prisão e resultou na apreensão de armas, munições, drogas e veículos utilizados por organizações criminosas.
Apesar da localização dos três suspeitos diretamente ligados ao assassinato do policial militar, a PM informou que a Operação Jovem Guerreiro continuará por tempo indeterminado. Conforme o comando da corporação, o objetivo agora é atingir as lideranças das facções responsáveis pela rota internacional de armas e drogas na fronteira.
A Polícia Militar também destacou que o apoio da Polícia Federal foi decisivo para a localização do último suspeito e reafirmou que as ações de inteligência e repressão qualificada serão mantidas na região. Segundo a corporação, qualquer ataque contra agentes de segurança ou contra a população terá resposta firme, técnica e permanente.