Bastidores do PL: Definição de suplentes ao Senado expõe racha entre cúpula e ala bolsonarista

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As articulações de bastidores para as próximas eleições em Mato Grosso do Sul ganharam novos capítulos com a definição dos nomes cotados para as suplências ao Senado pelo PL. O advogado e ex-secretário de Fazenda Felipe Mattos surge como o favorito para ocupar a primeira suplência na chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja. Já para o Capitão Contar, o nome mais forte é o do economista Jaime Verruck, atual ex-titular da Semadesc, o que exigiria sua renúncia à pré-candidatura a deputado federal pelo Republicanos.

O desenho das alianças, contudo, esbarra no racha interno da legenda. A ala liderada por Valdemar da Costa Neto e Reinaldo Azambuja caminha em direção oposta aos interesses do casal Jair e Michelle Bolsonaro, que sustenta publicamente a pré-candidatura de Marcos Pollon ao Senado. Para tentar pacificar o impasse, Valdemar autorizou a realização de uma pesquisa interna que deve balizar as decisões finais da Executiva.

No plano legislativo estadual, o deputado Lucas de Lima encerrou o mistério sobre seu futuro político e oficializou sua filiação ao PL. Em contrapartida, a sigla registrou a desistência de Naiane Bitencourt da disputa por uma vaga na Câmara Federal. No âmbito municipal, o vereador Beto Avelar passará a acumular funções na Câmara de Campo Grande devido à falta de parlamentares interessados em assumir a liderança do governo.

A Prefeitura da Capital também enfrenta mudanças drásticas no primeiro escalão após as recentes operações do Gaeco, que resultaram na prisão do superintendente, do coordenador do tapa-buraco e de fiscais. O ex-assessor parlamentar André de Moura Brandão foi nomeado para assumir o comando da Secretaria de Obras, pasta mais estratégica do município e foco das investigações do Ministério Público Estadual.

A escolha de Brandão consolida a influência política do ex-governador Lídio Lopes sobre a administração municipal, encerrando uma disputa de bastidores com o Partido Progressistas que culminou na saída de Marcelo Migliolli do cargo. Interlocutores relatam que a centralização das decisões políticas tem alimentado debates nos corredores do Paço Municipal, no momento em que a gestão da prefeita Adriane Lopes tenta conter os desgastes provocados pelas investigações e os índices de rejeição.

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