Riedel e Azambuja trocam PSDB por partidos de direita em MS; planos podem ser afetados por “tarifaço”

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O governador Eduardo Riedel (atual) e Reinaldo Azambuja (ex-governador), ambos até então no PSDB, confirmaram suas migrações para partidos de direita. A expectativa é que um evento de filiação seja realizado em agosto, mas a instabilidade gerada pelo “tarifaço” imposto por Donald Trump nos Estados Unidos pode adiar esses planos.

O grupo político teme que o impacto econômico dessas tarifas recaia sobre Reinaldo Azambuja, que já enfrenta resistência de uma ala bolsonarista no estado. Enquanto Riedel deve se filiar ao PP sem maiores problemas, Azambuja pode encarar rejeição de eleitores que associam o “tarifaço” ao grupo de Jair Bolsonaro.

O ex-governador Reinaldo Azambuja tem mantido distância da polêmica das tarifas e, inicialmente, evitou defender Jair Bolsonaro nas redes sociais em relação às restrições impostas por Alexandre de Moraes. Somente nesta semana, Azambuja saiu em defesa de Bolsonaro, afirmando que ele está sendo “extremamente injustiçado”, comparando a situação a uma que ele próprio já viveu. Na mesma entrevista, Azambuja revelou que um grupo de 30 prefeitos deve acompanhá-lo na filiação ao PL.

Riedel e Azambuja escolheram o PP e o PL para formarem a base de sua futura coligação, buscando um agrupamento menor, com a intenção de incluir apenas mais uma sigla, fechando com três partidos. No entanto, deputados aliados não acreditam que essa estratégia será bem-sucedida e pedem uma reconsideração.

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