Pesquisas internas levam PL a substituir Pollon por Capitão Contar na disputa ao Senado em MS

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Levantamentos de cenário teriam apontado dificuldades para Marcos Pollon na corrida eleitoral, enquanto o crescimento da senadora Soraya Thronicke (PSB) motivou o PL a rever a estratégia e consolidar o nome de Capitão Contar ao lado de Reinaldo Azambuja para a disputa das duas vagas ao Senado.

O tabuleiro político de Mato Grosso do Sul ganhou um novo capítulo nos bastidores da direita. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) definiu o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) como o segundo nome da legenda para disputar uma das duas vagas ao Senado Federal nas eleições de 2026, ao lado do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).

A informação foi divulgada pelo jornalista Paulo Capelli, do Correio da Manhã, e representa uma mudança significativa na estratégia eleitoral do partido no Estado. Até então, o deputado federal Marcos Pollon (PL), atual presidente do diretório estadual da sigla, era apontado como favorito para integrar a chapa majoritária.

Nos bastidores, a preferência inicial de Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recaía sobre Pollon. No entanto, pesquisas internas encomendadas pelo partido teriam mostrado baixo desempenho eleitoral do parlamentar, levando a Executiva Nacional a rever os planos.

Segundo informações de bastidores, pesquisas internas utilizadas pelo PL para monitorar o cenário eleitoral indicaram dificuldades para Marcos Pollon se consolidar na disputa por uma das vagas ao Senado. A avaliação da cúpula do partido foi de que, no atual cenário, a senadora Soraya Thronicke (PSB), que deve disputar a reeleição, vem apresentando crescimento nas sondagens de cenário, o que teria motivado uma reavaliação da estratégia eleitoral. Diante desse diagnóstico, a candidatura de Capitão Contar passou a ser vista como a alternativa com maior potencial competitivo para representar a legenda na corrida ao Senado.

Mudança altera equilíbrio interno do PL

A decisão também mexe na correlação de forças dentro do Partido Liberal em Mato Grosso do Sul. Marcos Pollon assumiu recentemente a presidência estadual da legenda justamente com a missão de organizar o projeto eleitoral do partido e fortalecer o bolsonarismo no Estado.

Com a possível retirada de seu nome da disputa ao Senado, abre-se um novo cenário interno. Embora permaneça como uma das principais lideranças da ala mais ideológica do PL sul-mato-grossense, Pollon perde espaço na composição da chapa majoritária, que passa a ser formada por dois nomes considerados de maior alcance eleitoral.

Reinaldo Azambuja, por sua vez, representa o grupo político que administra o partido no Estado e mantém influência sobre prefeitos, vereadores e lideranças regionais. Já Capitão Contar conserva forte identificação com o eleitorado bolsonarista desde a disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul em 2022, quando chegou ao segundo turno.

Apesar das informações de bastidores apontarem a decisão como praticamente consolidada, o PL ainda não oficializou os nomes.

O ex-governador Reinaldo Azambuja declarou que o anúncio dos candidatos ao Senado deverá ocorrer até o fim de junho. A direção estadual também reforça que a palavra final cabe à Executiva Nacional do partido e ao próprio Jair Bolsonaro.

A cautela ocorre em meio ao momento político vivido pelo ex-presidente, cuja situação jurídica influencia diretamente a condução das articulações eleitorais da legenda em todo o país. A estratégia do PL tem sido evitar antecipações públicas antes da definição oficial da chapa.

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