Linha fina: Levantamentos recentes colocam o governador à frente dos adversários; diferença entre os resultados impede tratar a reeleição como definida
Eduardo Riedel (PP) chega à reta final da campanha como favorito à reeleição para o Governo de Mato Grosso do Sul. Pesquisas divulgadas em setembro indicam que ele pode conquistar a vitória já no primeiro turno, em 4 de outubro. Os números, porém, variam entre os institutos e mostram que a definição ainda depende do voto nas urnas.
No levantamento mais recente do Instituto de Pesquisas Resultado (IPR), contratado pelo Correio do Estado, Riedel aparece com 47,7% das intenções de voto entre todos os entrevistados. Quando são excluídos os indecisos e os que declararam voto branco ou nulo, o governador alcança 64,15% dos votos válidos. Se esse cenário se repetir na eleição, ele será reeleito sem necessidade de segundo turno. A pesquisa ouviu 784 eleitores entre 15 e 19 de setembro e tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais.
Outra pesquisa, do Instituto Ranking, realizada entre 14 e 18 de setembro, registrou 49% das intenções de voto para Riedel, seguido por Fábio Trad (PT), com 19,5%, e Delcídio do Amaral (PRD), com 11%. O levantamento também aponta a possibilidade de vitória do governador no primeiro turno. Foram entrevistados 2 mil eleitores, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Liderança não é resultado antecipado
A pesquisa Real Time Big Data, feita entre 5 e 9 de setembro, apresentou uma disputa menos confortável para o governador. Nesse levantamento, Riedel teve 42% das intenções de voto, contra 26% de Fábio Trad e 13% de João Henrique Catan (Novo). Os números mostram que, embora Riedel lidere, os institutos ainda registram diferenças relevantes no tamanho de sua vantagem.
Para vencer no primeiro turno, um candidato ao governo precisa receber mais da metade dos votos válidos. É por isso que um percentual inferior a 50% entre todos os entrevistados pode se transformar em maioria após a exclusão de brancos, nulos e indecisos. Esse cálculo descreve o cenário captado pela pesquisa; não prevê como votarão, em 4 de outubro, os eleitores que ainda não escolheram um nome.
A leitura mais prudente, neste momento, é que Riedel tem chances concretas de liquidar a eleição no primeiro turno, mas a reeleição ainda não pode ser tratada como certa. As próximas pesquisas e, sobretudo, os votos depositados nas urnas mostrarão se sua vantagem é suficiente para evitar uma segunda votação.