O deputado estadual Paulo Duarte (PSDB) protocolou uma representação formal no Ministério Público Estadual (MPMS) contra a mineradora LHG Mining Corumbá S/A. O parlamentar pantaneiro exige uma investigação rigorosa sobre graves irregularidades operacionais, impactos ambientais e uma suspeita redução nos repasses financeiros destinados aos municípios de Corumbá e Ladário. A iniciativa do deputado ganha relevância ao bater de frente com o avanço de desmandos que ameaçam o ecossistema e a economia da região.
A postura do parlamentar foi impulsionada por dois incidentes em menos de 72 horas no Pantanal: a alteração na coloração e qualidade da água em Antônio Maria Coelho no dia 29 de outubro e o naufrágio de uma barcaça com minério no Terminal Gregório Curvo em 31 de outubro, elevando o temor de contaminação no Rio Paraguai. Diante disso, Duarte alertou que Corumbá e Ladário clamam por socorro diante de episódios tão próximos.
Em paralelo ao risco ecológico, o deputado apontou um paradoxo financeiro: enquanto a produção subiu de 3,5 milhões de toneladas em 2022 (sob a gestão da Vale, gerando R$ 40 milhões em CFEM) para 12 milhões de toneladas em 2025 sob a LHG, o repasse de royalties caiu para pouco mais de R$ 21 milhões. O parlamentar cobrou explicações sobre essa divergência em que o volume produtivo triplica, mas a compensação financeira diminui.
Ao recorrer ao MPMS, Duarte enfatiza que a mineração não pode prosperar sacrificando o meio ambiente e reduzindo verbas essenciais para Corumbá e Ladário, exigindo respostas firmes sobre segurança operacional e transparência nos repasses.