Campo Grande registra alta de 18% em atendimentos respiratórios e Sesau alerta para cuidados

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A rede de saúde de Campo Grande registrou um aumento expressivo de 18,3% na procura por atendimentos de urgência relacionados a síndromes respiratórias em apenas uma semana. Segundo dados do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), o volume de atendimentos saltou de 3.669 para 4.340, acendendo um alerta sobre a importância de redobrar os cuidados preventivos antes mesmo do início do inverno.

Até o momento, a Capital contabiliza 540 notificações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. O monitoramento identifica a circulação de diversos agentes, como Rinovírus (141 casos), Vírus Sincicial Respiratório (56), Influenza (40), Metapneumovírus (17) e Covid-19 (15). Embora o volume total de notificações seja inferior ao registrado em 2025, o crescimento recente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) preocupa as autoridades.

A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, reforça que a população deve estar atenta ao manejo correto dos sintomas para evitar a sobrecarga do sistema. Quadros leves, caracterizados por coriza, dor no corpo e de garganta, devem ser levados preferencialmente às Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Já o atendimento de urgência nas UPAs deve ser priorizado para casos de maior gravidade, como febre persistente e desconforto respiratório, especialmente em idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Para conter o avanço dos vírus, a principal estratégia é a imunização, que atualmente apresenta uma cobertura preocupante de apenas 18,4% do público-alvo na Capital. Diante desse cenário, a Sesau realiza neste sábado (25) o segundo Dia D de vacinação contra a gripe. Serão 27 pontos de atendimento, incluindo a Praça Ary Coelho, das 8h às 16h, além de 74 unidades de saúde com horários específicos.

O grupo prioritário para a vacina inclui crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde e educação, forças de segurança, indígenas, quilombolas, pessoas com comorbidades, caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo e dos Correios. A prevenção segue como o melhor caminho para evitar complicações e garantir que o sistema de saúde possa acolher a todos adequadamente.

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