Um idoso de 75 anos perdeu R$ 150 mil após ser vítima de um sofisticado golpe aplicado por criminosos que se passaram por seu advogado, um promotor de Justiça e até por um suposto representante do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso foi registrado na tarde desta quarta-feira (15), na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, em Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, a fraude começou quando o filho da vítima recebeu uma mensagem via WhatsApp de um homem que utilizava a foto do advogado da família no perfil do aplicativo. O golpista informou que o idoso havia vencido uma ação judicial contra uma pessoa residente em São Gabriel do Oeste e teria direito a receber uma indenização de R$ 11.855,10.
Na sequência, o criminoso disse que a vítima receberia uma ligação de um suposto promotor de Justiça responsável pela liberação do valor. Pouco depois, outro homem entrou em contato, também pelo WhatsApp, afirmando ser representante do Supremo Tribunal Federal.
Durante a conversa, o falso servidor alegou que, para que a indenização fosse depositada, seria necessário realizar alguns procedimentos na conta bancária do idoso. Segundo ele, as medidas também serviriam para evitar a cobrança de Imposto de Renda sobre o suposto pagamento.
Convencido de que conversava com representantes do Poder Judiciário, o aposentado seguiu todas as orientações repassadas pelos criminosos. Somente após concluir as operações percebeu que havia sido enganado, ao identificar movimentações bancárias que não havia autorizado.
Conforme o registro policial, foram realizadas três transferências via PIX, totalizando R$ 150 mil. Duas delas, no valor de R$ 40 mil cada, foram destinadas à mesma conta bancária. A terceira transferência, de R$ 70 mil, foi enviada para a conta de outro homem.
O caso foi registrado como fraude eletrônica e estelionato contra idoso. A Polícia Civil investiga o crime e trabalha para identificar os responsáveis pelo golpe.
As autoridades alertam que integrantes do Poder Judiciário, do Ministério Público e advogados não solicitam transferências bancárias nem orientam clientes a realizar operações financeiras para liberar valores de ações judiciais. Em caso de dúvidas, a recomendação é entrar em contato diretamente com o advogado de confiança antes de efetuar qualquer transação.