Sindicato se manifesta após prisão de técnico de enfermagem investigado por estupro de paciente na UTI do Hospital Regional

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O Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Mato Grosso do Sul (Sintss-MS) divulgou uma nota de posicionamento um dia após a prisão do técnico de enfermagem, de 52 anos, investigado por suspeita de estuprar uma paciente de 27 anos internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande.

O profissional, que atua na unidade hospitalar há 15 anos, também ocupa o cargo de diretor e integra o conselho fiscal do sindicato. Na nota, o Sintss-MS informa que o técnico é servidor público concursado desde 2011 e afirma que, ao longo da carreira, não havia conhecimento de episódios que comprometessem sua conduta profissional.

“Em todo este período, não se tem conhecimento de nenhum ato que desabonasse a sua conduta profissional”, destacou a entidade.

Apesar da manifestação em defesa do histórico funcional do servidor, o sindicato reconheceu a gravidade da denúncia e defendeu que o caso seja apurado com rigor.

“O Sintss-MS entende que a acusação é de extrema gravidade e defende que a investigação ocorra de forma rigorosa, técnica e imparcial, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa”, diz trecho da nota.

A entidade também informou que sua assessoria jurídica está prestando assistência ao técnico de enfermagem, em razão de ele integrar o conselho fiscal do sindicato.

Ao final do comunicado, o Sintss-MS afirma confiar que a Justiça esclarecerá os fatos com base nas provas reunidas durante a investigação.

“Neste momento, qualquer conclusão antecipada pode comprometer a serenidade necessária para a correta elucidação dos fatos”, conclui a nota.

Família questiona histórico do investigado

A posição do sindicato, no entanto, contrasta com a indignação da família da vítima. Um parente da jovem questionou a afirmação de que não existiriam registros anteriores envolvendo o técnico.

“Quantas não tiveram a oportunidade de denunciar? Ou nem sabem o que aconteceu”, declarou o familiar.

Entenda o caso

A paciente, de 27 anos, teria sido vítima da violência sexual na madrugada da última sexta-feira (10), enquanto estava internada na UTI do Hospital Regional. Segundo a família, a jovem havia sido extubada dois dias antes e permanecia em estado de fragilidade após complicações durante a gestação e o pós-parto. Ela estava internada desde 15 de junho.

Conforme o relato, por volta das 5h, o técnico entrou no leito para administrar a medicação diária. Após aplicar o segundo medicamento, a paciente teria adormecido e despertado algum tempo depois durante o abuso sexual. Ao perceber que a jovem havia acordado, o suspeito deixou o local.

A vítima contou o ocorrido a uma técnica de enfermagem, que teria informado que comunicaria a família, já que pacientes da UTI não podem permanecer com telefone celular. No entanto, segundo a tia da jovem, os familiares só souberam da denúncia por volta das 20h, durante o horário de visitas.

Ainda de acordo com a familiar, o técnico conhecia a tia da vítima e tinha conhecimento tanto da internação quanto da condição clínica da paciente.

O caso foi denunciado no dia seguinte à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). O técnico foi preso temporariamente e as investigações seguem em andamento. O Hospital Regional informou que colabora com as autoridades para a completa apuração dos fatos.

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