Novo Confronto na “Operação Jovem Guerreiro” deixa um morto e revela arsenal de facção na BR-262

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Na noite deste domingo, por volta das 23h50, um novo confronto armado elevou a contagem de mortos na Operação Jovem Guerreiro. O suspeito Marlon de Souza Silva morreu após trocar tiros com equipes de elite da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (ROTAC 10), do Batalhão de Choque, que atuavam em apoio ao 6º Batalhão da Polícia Militar. No veículo do homem, os policiais encontraram drogas e um fuzil de alto poder de fogo.

A ocorrência teve início durante um bloqueio policial de rotina montado no quilômetro 760 da rodovia federal. De acordo com o registro oficial, os militares deram ordem de parada a um veículo Renault Duster preto, com placas OWN5B03. O condutor chegou a reduzir a velocidade simulação que iria obedecer à abordagem, mas acelerou bruscamente assim que os policiais se aproximaram da janela do motorista.

A manobra perigosa deu início a um acompanhamento tático em alta velocidade pela rodovia. Pouco tempo depois, o suspeito parou o carro no acostamento, desembarcou e correu em direção à vegetação densa às margens da pista.

Ao ouvir a ordem de parada do comandante da equipe (“Parado, Polícia Militar”), o homem virou-se e abriu fogo contra os policiais. O comandante revidou atingindo o atirador. Outra equipe do Batalhão de Choque, foi acionada para dar apoio e isolar o perímetro do tiroteio.

Marlon de Souza Silva morreu após um confronto armado, sendo desarmado ainda com vida e socorrido às pressas para o Pronto Socorro da Santa Casa de Corumbá. No hospital, a morte foi formalmente constatada pelo médico de plantão.

Durante a ação, o homem utilizou um revólver calibre .38 de cor preta. A perícia técnica recolheu o armamento e constatou que a arma continha duas munições deflagradas contra os policiais, três picotadas que falharam no momento dos disparos e apenas uma intacta.

As buscas continuaram no veículo utilizado por Marlon, um modelo Duster. No interior do automóvel, logo atrás do banco do motorista, os policiais localizaram uma mochila azul que guardava mais de 3,2 quilos de maconha. Além do entorpecente, a equipe apreendeu um fuzil de assalto Taurus T4, com número de série AGK492962, equipado com um carregador municiado.

Investigação e Perícia Técnica

O Comando da Polícia Militar acionou imediatamente a Polícia Judiciária Militar (PJM), que assumiu a custódia de todo o armamento e munições apreendidas. A Polícia Civil e a Perícia Criminal estiveram no local para colher as provas técnicas que vão subsidiar o inquérito.

O veículo, a droga, o fuzil e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do autor foram entregues na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá. O caso foi registrado sob uma extensa lista de tipificações penais: tráfico de drogas, homicídio simples na forma tentada (contra os policiais), desobediência, resistência, porte ilegal de arma de fogo e homicídio decorrente de intervenção legal de agente do Estado.

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