Tragédia no ar: queda de avião de pequeno porte deixa duas vítimas fatais em Campo Grande

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Uma manhã marcada por forte neblina terminou em tragédia nesta sexta-feira (3), em Campo Grande. Um avião bimotor de pequeno porte, modelo Embraer EMB-810 Seneca de matrícula PT-WYQ, caiu em uma área de mata fechada nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas. O forte impacto reduziu a aeronave a destroços retorcidos e tirou as vidas do piloto Henrique Martin e de uma passageira que atuava como guia de turismo na região.

De acordo com informações colhidas junto às equipes de resgate, o plano original do voo previa a decolagem às 5h da manhã com destino a Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Contudo, devido à densa neblina que cobria a cidade e comprometia severamente as condições de visibilidade na pista, o procedimento precisou ser adiado. A partida real ocorreu mais tarde, por volta das 6h20. Pouco tempo depois de deixar o solo, o avião perdeu altitude e colidiu violentamente contra a vegetação, a apenas 50 metros de distância do ponto de decolagem, perto do Condomínio Atlântico.

O cenário encontrado pelo Corpo de Bombeiros foi descrito pelos médicos da corporação como de completa destruição, sendo a situação das vítimas classificada de imediato como incompatível com a vida. O impacto foi tão severo que o bimotor ficou completamente desconfigurado, dificultando até mesmo a identificação de suas partes estruturais na mata. Moradores e funcionários de hangares vizinhos relataram ter sentido o chão tremer e ouvido um forte estrondo seguido de uma explosão no momento da queda, embora as chamas não tenham se alastrado pela vegetação circundante.

Apesar da destruição total da cabine e do forte cheiro de combustível espalhado por um raio de 20 metros, um dos poucos componentes preservados foi a chamada “caixa laranja” do equipamento de bordo. O dispositivo permaneceu praticamente intacto e foi recolhido pelas autoridades. Ele será fundamental para fornecer dados técnicos detalhados e guiar as linhas de apuração sobre o que de fato provocou a perda de sustentação da aeronave.

Embora os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontem que a aeronave, operada pela empresa Amapil Táxi Aéreo, estivesse com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) em situação regularizada e válido até junho de 2027, as investigações oficiais já foram iniciadas. Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para periciar o local do acidente e analisar se fatores climáticos, falha humana ou pane mecânica desencadearam a queda.

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