Confronto com a PM termina com suspeito morto e 13 cápsulas deflagradas em Dourados

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Um confronto armado na noite de quinta-feira terminou com a morte de Luiz Gustavo da Silva Portilho, de 25 anos, conhecido no meio criminal como “Gugão”. O episódio ocorreu no cruzamento das ruas Vilson Gabiatti e Anires Gordim, localizadas no bairro Jardim Canaã 3. De acordo com as autoridades, o jovem possuía histórico ligado a uma facção criminosa e reagiu apontando uma arma na direção dos policiais durante uma tentativa de abordagem.

A ocorrência teve início após uma equipe do Getam (Grupo Especializado Tático em Motocicletas) receber denúncias anônimas apontando que o condutor de um veículo Toyota Corolla, de cor prata, estaria armado e circulando pela região. Os militares localizaram o automóvel e deram ordem de parada. Conforme o boletim de ocorrência, ao receber o comando para desembarcar, Luiz Gustavo sacou um revólver calibre .38 e o apontou contra a equipe, motivando a reação dos policiais.

O asfalto ficou marcado pela violência do embate. A perícia técnica recolheu pelo menos 13 cápsulas deflagradas na pista. Baleado, “Gugão” chegou a ser socorrido por uma equipe de apoio da Força Tática e levado às pressas ao Hospital da Vida, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado ao dar entrada na unidade médica. A arma utilizada pelo suspeito ficou caída no chão e foi apreendida.

De acordo com os registros policiais, Luiz Gustavo acumulava uma extensa ficha criminal, com passagens anteriores pelos crimes de tráfico de drogas, posse e disparo de arma de fogo, ameaça, difamação e apropriação indébita. A Polícia Militar informou que ele mantinha vínculos ativos com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados assumiu o caso e instaurou um Inquérito Policial para apurar formalmente todas as circunstâncias da morte decorrente de intervenção policial. Investigadores já realizam varreduras na região do Jardim Canaã 3 em busca de imagens de câmeras de segurança e potenciais testemunhas que possam esclarecer a dinâmica dos fatos.

As armas dos policiais envolvidos e o revólver do suspeito foram encaminhados para exame de confronto balístico. O corpo do jovem passou por exames necroscópicos e residuográficos no Instituto Médico Legal (IML) antes de ser liberado aos familiares.

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