Uma resposta rápida das forças de segurança resultou na localização dos envolvidos na morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, assassinado a tiros de fuzil na noite desta terça-feira (30), em Corumbá. De acordo com informações oficiais divulgadas pelo comandante da Polícia Militar no município, a ofensiva montada na região de fronteira terminou com um criminoso morto em confronto, um segundo suspeito preso e a apreensão de duas armas de grosso calibre.
O cerco policial foi montado imediatamente após o ataque ao Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) na Rua Totico de Medeiros. O soldado Pimenta pilotava uma das motocicletas da corporação em acompanhamento tático a um Fiat Argo cinza, cujos ocupantes haviam efetuado disparos contra uma residência na cidade vizinha de Ladário. Ao receberem ordem de parada, os criminosos reduziram a velocidade repentinamente e abriram fogo com fuzis. Alvejado na cabeça, tórax e braço, o militar caiu e, apesar de socorrido à Santa Casa local, não resistiu aos ferimentos.
Confronto e apreensão de fuzis na fronteira
Após o homicídio, as equipes da Força Tática da PM, Batalhão de Choque, Bope e Polícia Federal iniciaram uma caçada humana nas principais rotas de fuga que dão acesso à Bolívia. Vídeos interceptados pela inteligência da polícia mostravam os suspeitos ostentando fuzis calibre 5.56 e fazendo ameaças explícitas a grupos rivais da região.
Nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (1º), as equipes localizaram o paradeiro do grupo criminoso. Conforme o relato do comando da PM em Corumbá, os policiais foram recebidos a tiros ao tentarem efetuar a abordagem. No tiroteio, um dos atiradores foi baleado e morreu no local. Um segundo envolvido se rendeu e foi preso em flagrante. Com eles, os policiais apreenderam dois fuzis utilizados na emboscada ao Getam, além de carregadores e munições.
Luto na corporação
A morte do soldado Marcelo Pimenta causou profunda consternação no Estado. O militar havia ingressado nas fileiras da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) em agosto de 2025 e realizava um sonho pessoal ao vestir a farda. Antes do concurso, ele era amplamente conhecido na região pantaneira por atuar como cinegrafista profissional na TV Morena, afiliada da Rede Globo. As buscas continuam na região para identificar e capturar possíveis coautores ou apoiadores logísticos da célula criminosa.