Policial civil é preso em flagrante após causar tumulto e atirar dentro de bar na Afonso Pena

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Um papiloscopista da Polícia Civil foi em cana na noite deste sábado (16) depois de dar um tiro dentro de um bar na Avenida Afonso Pena, bem na região da Chácara Cachoeira, em Campo Grande.

O boletim de ocorrência mostra que a Polícia Militar passava pela avenida quando soube da confusão e correu para o local. Assim que os policiais chegaram, deram de cara com três pessoas segurando o homem no chão. Quem estava no bar contou que ele chegou se identificando como policial, estava totalmente alterado e, no meio de um bate-boca, puxou a arma e atirou.

O homem é servidor da Polícia Civil e usava uma pistola Imbel calibre .40, que pertence à própria corporação.

O dono do bar, de 35 anos, explicou que o policial arrumou briga com alguns clientes e chegou a ser colocado para fora do comércio, mas voltou armado logo em seguida. Vendo o perigo, o empresário foi para cima para tentar desarmar o suspeito e os dois rolaram no chão. Foi nessa hora que a arma disparou e a bala passou raspando na perna do comerciante, que não se feriu com o projétil, mas ficou com uma queimadura por causa do calor dos gases do tiro.

Depois do disparo, o pessoal do bar conseguiu dominar o policial e tirou a arma dele, entregando a pistola já sem balas para a PM. Os policiais recolheram um carregador com oito munições inteiras, uma cápsula vazia e outra bala que caiu durante a briga.

Na versão do policial, ele disse que foi atacado e que o tiro saiu sem querer enquanto tentava segurar a arma após cair no chão. Ele estava com machucados no rosto e no nariz, mas não quis saber de médico.

Os militares que atenderam a ocorrência afirmaram que o homem estava muito agitado e com sinais visíveis de embriaguez.

O caso foi parar na Depac Cepol, onde o servidor foi autuado em flagrante por lesão corporal e disparo de arma de fogo.

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