Condenado por corrupção, ex-deputado Giroto é destaque em redes de lideranças nacional do PL

0

Mesmo após condenações por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-deputado federal Edson Giroto voltou a ganhar espaço ao lado de lideranças nacionais do PL. O presidente da sigla, Valdemar da Costa Neto, publicou foto e vídeo com o ex-parlamentar, reforçando uma reaproximação política que contrasta com o discurso anticorrupção adotado pelo partido.

A aparição ocorre poucos dias após Giroto também surgir em registro com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), ampliando sua reaproximação com figuras de destaque do partido.

A movimentação chama atenção por entrar em choque com o discurso anticorrupção frequentemente adotado pela legenda. Giroto é um dos principais nomes envolvidos na Operação Lama Asfáltica, considerada o maior escândalo de corrupção já investigado em Mato Grosso do Sul. As apurações revelaram um esquema de fraudes em contratos de obras públicas durante a gestão do ex-governador André Puccinelli (MDB), entre 2007 e 2014.

O histórico do ex-parlamentar inclui duas prisões ao longo das investigações. Em 2016, ele ficou detido por 43 dias, sendo solto por decisão do Supremo Tribunal Federal. Dois anos depois, voltou a ser preso e permaneceu quase dois anos no Centro de Triagem de Campo Grande, até obter prisão domiciliar em 2020, durante a pandemia de Covid-19.

Na esfera criminal, Giroto foi condenado pela Justiça Federal a 9 anos, 10 meses e 3 dias de reclusão, em regime fechado, por lavagem de dinheiro relacionada à compra da fazenda Encantado Rio Verde, em uma transação que movimentou R$ 7,63 milhões, segundo a acusação.

Além disso, ele também foi condenado em ação de improbidade administrativa, com determinação de ressarcimento de R$ 10,7 milhões aos cofres públicos, pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, perda de bens e suspensão dos direitos políticos por 12 anos.

Mesmo com esse histórico e atualmente inelegível, Giroto volta a circular no meio político e já declarou a intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026, afirmando contar com apoio de Valdemar — movimento que levanta questionamentos sobre a coerência entre o discurso e a prática dentro do partido.

.