Atendente de 21 anos vive sob tensão após assediador desafiar ordem judicial em Campo Grande

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Um advogado de 47 anos tem desafiado a Justiça ao frequentar diariamente uma padaria no bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande, onde trabalha uma atendente de 21 anos que possui medida protetiva contra ele. Mesmo proibido de se aproximar da vítima, o homem mantém a rotina de visitas ao estabelecimento, gerando um clima de insegurança e tensão no local de trabalho da jovem.

O caso de assédio começou com investidas insistentes, pedidos de contato e convites indesejados. Com o tempo, o comportamento escalou para exposição pública, com o homem gritando o nome da funcionária e causando constrangimentos diante de clientes. Diante da pressão psicológica, a empresa interveio e auxiliou a atendente a obter uma decisão judicial favorável, que desde fevereiro proíbe o advogado de manter contato ou se aproximar a menos de 250 metros da vítima e do estabelecimento.

Apesar da restrição, o descumprimento é frequente. Testemunhas relatam que o homem entra no local, consome produtos rapidamente e sai antes da chegada da polícia, que é acionada sempre que ele aparece. Para os colegas de trabalho, as visitas diárias servem como uma demonstração de poder, mantendo a vítima sob constante vigilância e estresse emocional.

A delegada-adjunta da 1ª DEAM, Analu Lacerda Ferraz, alerta que o descumprimento de medida protetiva é crime, conforme o artigo 24-A da Lei Maria da Penha. A orientação é que a polícia seja acionada imediatamente pelo 190 ao menor sinal de aproximação. Além da emergência, a delegada recomenda que a vítima formalize cada descumprimento na delegacia, apresentando provas como horários, relatos de testemunhas e cópia da decisão judicial para que medidas mais severas possam ser tomadas.

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