Republicanos cresce em MS, amplia bancada e atrai vice-governador, mas enfrenta desafio de inchaço interno

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O Republicanos se consolidou como uma das siglas que mais avançam durante a janela partidária em Mato Grosso do Sul. Nesta terça-feira, o partido triplicou sua bancada na Assembleia Legislativa e passou a integrar a linha sucessória do Executivo estadual.

Antes da janela, a legenda contava apenas com o deputado estadual Antônio Vaz. O cenário mudou rapidamente com novas filiações de peso, incluindo o deputado federal Beto Pereira, que deixou o PSDB, ampliando a presença do partido também em Brasília.

A bancada estadual foi fortalecida com a entrada de Pedrossian Neto, vice-líder do governo, e Renato Câmara, vice-presidente da Assembleia, que deixou o MDB.

No mesmo movimento, o partido também filiou o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que se desligou do PSD. Com isso, o Republicanos passa a ter um nome direto na linha de sucessão ao governo estadual.

O crescimento acelerado fortalece o Republicanos como uma das principais forças políticas do Estado, especialmente entre eleitores de centro. A ampliação da bancada e a chegada de nomes estratégicos aumentam o poder de articulação da sigla e ampliam seu peso nas eleições de 2026.

A nova configuração permite ao partido, inclusive, ser mais seletivo. Um exemplo é a possibilidade de abrir mão da filiação do deputado Geraldo Resende, que chegou a ser convidado anteriormente, para preservar o equilíbrio interno da chapa.

Por outro lado, o crescimento acelerado também traz desafios. O chamado “inchaço” da legenda pode gerar disputas internas por espaço, sobretudo na definição de candidaturas competitivas.

Com mais lideranças e pré-candidatos, aumenta a necessidade de equilíbrio na montagem das chapas, evitando conflitos e garantindo viabilidade eleitoral para todos os grupos dentro do partido.

O Republicanos segue em articulação para atrair novos nomes, mas com estratégia mais criteriosa. Há possibilidade de novas filiações, incluindo um deputado estadual e um ex-parlamentar, tanto para a disputa da Assembleia quanto da Câmara Federal.

O desafio agora será administrar o crescimento sem perder coesão — transformando tamanho em força eleitoral efetiva.

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