O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido no 3º Batalhão de Polícia Militar em Brasília, manifestou oficialmente seu apoio ao deputado federal Marcos Pollon para a disputa ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul. A declaração foi feita por meio de uma carta escrita de próprio punho e divulgada nas redes sociais da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Na publicação, Michelle afirmou que a divulgação do documento ocorreu a pedido do marido. Ela aproveitou para reforçar os laços com a família do parlamentar, elogiando a esposa do deputado, Nay Bittencourt, por sua atuação na estruturação do PL Mulher e descrevendo-a como uma figura dedicada e íntegra.
O texto manuscrito por Bolsonaro é direto ao estabelecer o posicionamento do grupo político no estado. No documento, ele afirma que o deputado Marcos Pollon é o nome escolhido para buscar uma vaga no Senado por Mato Grosso do Sul e encerra a mensagem com um apelo para que seus apoiadores sigam firmes.
Michelle Bolsonaro também utilizou o espaço para rebater críticas e ataques direcionados ao parlamentar. Segundo a ex-primeira-dama, eventuais mentiras que busquem prejudicar a imagem de Pollon serão desmascaradas, ressaltando sua confiança de que a verdade prevalecerá durante o processo político.
Jair Bolsonaro cumpre pena desde meados de janeiro de 2026, após determinação judicial para o início do cumprimento de condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal. Mesmo do sistema prisional, o ex-mandatário continua articulando as candidaturas do Partido Liberal para os próximos pleitos.
As articulações políticas em Mato Grosso do Sul ganharam um novo componente com a confirmação do apoio de Jair Bolsonaro ao deputado federal Marcos Pollon para o Senado. A indicação, vinda diretamente do ex-presidente, mexe com o tabuleiro das alianças locais, especialmente dentro do campo da direita e centro-direita no estado.
Historicamente, o eleitorado sul-mato-grossense demonstra forte alinhamento com pautas conservadoras, o que torna a chancela de Bolsonaro um ativo valioso. Com Pollon oficializado como o nome do “bolsonarismo raiz”, partidos que buscam o apoio desse segmento, como o Progressistas e o PSDB, precisarão recalcular suas estratégias para as composições de chapa majoritária.
Dentro do próprio Partido Liberal (PL), a definição traz unidade, mas também impõe desafios para o diálogo com outras legendas que possuem nomes próprios com pretensões ao Senado. A figura de Pollon, fortemente ligada à pauta do armamento e aos valores cristãos, consolida uma base fiel, mas exige que a sigla trabalhe na construção de pontes para garantir a viabilidade da candidatura em uma disputa que costuma ser acirrada.
Além disso, o movimento de Bolsonaro, mesmo sob custódia, demonstra que sua influência na seleção de candidatos nos estados permanece central para o PL. Para os adversários, a definição precoce do nome de Pollon serve como um balizador para a montagem de estratégias de contra-ataque ou para a busca de nomes que possam dialogar com o eleitorado moderado.
O cenário agora entra em uma fase de monitoramento das pesquisas de intenção de voto, que devem medir o peso real da carta escrita por Bolsonaro na transferência de votos para o deputado federal no atual contexto político de 2026.