Mato Grosso do Sul tem consolidado a oferta gratuita de métodos contraceptivos de longa duração, conhecidos como LARCs, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), garante o acesso a dispositivos como o DIU e implantes subdérmicos, visando ampliar a autonomia reprodutiva das mulheres e reduzir índices de gravidez não planejada.
O fluxo de atendimento começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde as pacientes passam por consultas com médicos ou enfermeiros. Durante o acolhimento, as mulheres recebem orientações detalhadas sobre o funcionamento de cada método, incluindo benefícios, possíveis efeitos e os procedimentos necessários para a inserção. A gerente de Saúde da Mulher da SES, Francielly Rosiani da Silva, destaca que a paciente deve procurar a unidade onde já possui cadastro, facilitando o acompanhamento pela equipe que já conhece seu histórico familiar.
A estratégia do governo estadual foca na descentralização e na capacitação profissional. Em diversas cidades, a inserção dos métodos já é realizada na própria UBS de referência. Nos locais onde a unidade ainda não possui estrutura específica, a Secretaria Municipal organiza o encaminhamento para centros especializados dentro da rede pública.
Os resultados dessa política pública já aparecem nas estatísticas oficiais. Entre 2022 e 2025, Mato Grosso do Sul registrou uma queda na taxa de gravidez na adolescência, que passou de 14,92% para 12,65%. O índice é o menor registrado na última década no Estado, resultado direto do investimento em educação em saúde, distribuição de insumos e qualificação das equipes de Atenção Básica em todos os municípios.