Ex-servidor da Emha é investigado por cobrar propina para regularizar imóvel na Capital

0

A Polícia Civil e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul investigam um suposto esquema de corrupção envolvendo a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários de Campo Grande. O caso veio à tona após Ademir Pereira do Nascimento, de 55 anos, denunciar ter sido enganado por um homem que se passava por servidor público para extrair vantagens financeiras sob o pretexto de regularizar a titularidade de um imóvel.

De acordo com o registro policial, a vítima procurou a agência em junho de 2024 e foi encaminhada a Alessandro Alves Ferreira, de 49 anos. Na ocasião, o suspeito teria solicitado inicialmente R$ 10 mil para agilizar o processo. Após a recusa de Ademir, o valor foi renegociado para R$ 4 mil, pagos em parcelas via Pix diretamente na conta bancária de Alessandro. Durante meses, o homem manteve a vítima acreditando que o procedimento estava em andamento e até orientava visitas ao prédio da autarquia.

A farsa foi descoberta em agosto de 2025, quando Ademir consultou outro funcionário e soube que o processo de sua mãe estava parado e sem previsão de análise. Ao questionar Alessandro, a vítima foi informada de que o serviço seria legal, mas o suspeito se negou a devolver o dinheiro e passou a ignorar as ligações. Pesquisas no Diário Oficial revelaram que Alessandro já havia sido exonerado da Emha em abril de 2024, dois meses antes do primeiro contato com a vítima, o que indica que ele atuava ilegalmente dentro da repartição.

O caso está sendo tratado pela Polícia Civil como corrupção passiva, crime que prevê pena de reclusão e multa. Paralelamente, o Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar não apenas a conduta dos envolvidos, mas também uma possível omissão da administração municipal em não detectar ou apurar o uso das instalações públicas para a prática de golpes contra cidadãos.

Até o momento, a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), conhecida como Emha, não emitiu um posicionamento oficial detalhado sobre as denúncias. Veículos de imprensa locais, como o Correio do Estado, tentaram contato com a agência recentemente para obter um esclarecimento sobre a situação dos envolvidos e as medidas internas tomadas, mas não houve retorno até o fechamento das últimas reportagens.

.