Preso em Campo Grande motociclista que usava horário de almoço para cometer estupros

0

Maicon José Rodrigues de Sousa, de 36 anos, foi preso pelo Batalhão de Choque no início da noite desta sexta-feira em Campo Grande, após uma sequência de crimes sexuais cometidos durante seu horário de almoço. O suspeito, que trabalhava em uma loja de estética automotiva no bairro Coronel Antonino, aproveitava o intervalo do serviço para circular em uma motocicleta com a placa adulterada por fita isolante. Segundo o major Cleyton, subcomandante do Batalhão de Choque, o homem agia de forma premeditada, utilizando o uniforme da empresa e um capacete com adesivos de flores para abordar mulheres e crianças.

A prisão ocorreu horas depois de ele atacar uma menina de 9 anos no momento em que ela abria o portão de casa. O agressor parou a moto, fez perguntas obscenas e chegou a levantar a saia da criança, que reagiu com um tapa e correu para avisar os pais. No mesmo dia, o motociclista também importunou uma adolescente de 17 anos. As investigações revelaram ainda que, na quarta-feira anterior, uma mulher de 25 anos foi vítima do mesmo homem na Rua Espírito Santo, região central, onde ele realizou gestos obscenos e se masturbou publicamente.

O histórico criminal de Maicon reforça um padrão de comportamento reincidente. Ele havia deixado a prisão em novembro de 2025, onde cumpria pena por crimes semelhantes cometidos em 2016 e 2017, incluindo uma tentativa de estupro em que tentou agarrar uma mulher na rua. Mesmo monitorado por tornozeleira eletrônica e em processo de ressocialização, ele utilizava o dolo para ocultar sua identificação, carregando inclusive o rolo de fita isolante usado para tornar a placa da moto ilegível.

A captura foi efetuada diretamente no local de trabalho do suspeito. Durante coletiva de imprensa realizada neste sábado, a polícia destacou que o agressor agia pelo princípio da oportunidade, escolhendo vítimas aleatoriamente durante suas rondas no horário de intervalo. O caso gerou forte comoção social e as autoridades reforçam que o monitoramento rigoroso e a colaboração de testemunhas foram cruciais para retirar o agressor de circulação antes que novos ataques ocorressem.

.