Decisão de Valdemar Costa Neto ignora acordo com grupo de Reinaldo e Riedel e cria tensão nos bastidores.

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A movimentação política em torno da filiação de Capitão Contar ao PL gerou uma nova tensão entre os grupos que disputam espaço no cenário político de Mato Grosso do Sul. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, anunciou não apenas a filiação de Contar, mas também que ele será o candidato da sigla ao Senado em 2026 — uma decisão que contrariou o entendimento anterior do grupo formado por Reinaldo Azambuja, Eduardo Riedel e Tereza Cristina, todos do PP.

Em contato com a imprensa, Reinaldo confirmou que já tinha conhecimento da filiação, mas afirmou não ter sido informado sobre o lançamento da candidatura, revelando certo desconforto com a condução do processo. Questionado se o grupo manteria o método de escolha por meio de pesquisas, conforme havia sido combinado, o ex-governador preferiu não responder.

A surpresa do grupo liderado por Reinaldo, Riedel e Tereza Cristina se deve ao fato de que Contar já havia manifestado interesse em disputar o Senado, mas fora informado de que o nome seria definido com base em levantamentos de opinião. Sem garantias, o ex-deputado procurou o PP, onde também não obteve sinal verde, e posteriormente o Republicanos, que manteve o alinhamento com o grupo de Riedel.

O anúncio feito por Valdemar, portanto, expôs uma divisão dentro do campo político de direita em Mato Grosso do Sul. A atitude foi interpretada por aliados de Riedel e Tereza como uma tentativa do PL nacional de afirmar protagonismo no Estado, o que pode reconfigurar alianças e obrigar os grupos a reposicionar estratégias para 2026.

A movimentação também reforça o papel de Contar como figura de apelo popular, especialmente entre o eleitorado conservador e antipolítica, o que pode alterar a correlação de forças nas futuras disputas regionais.

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