Azambuja no PL: ordem na casa ou centralização de poder?
Nos bastidores, filiados do PL que se dizem mais compromissados com o partido enxergam a possível entrada do ex-governador Reinaldo Azambuja como um movimento positivo. Para eles, a direita em Mato Grosso do Sul passaria a ser organizada, algo que, segundo essas vozes, não vem acontecendo. O ex-tucano teria, inclusive, a capacidade de “colocar ordem na casa” e dar papel de destaque aos liberais no cenário político. O histórico de Azambuja em “sufocar rebeldias e traições” é visto como ativo importante para os planos de crescimento da legenda.
Troca de farpas no Legislativo
A ausência em uma sessão que votava o veto sobre ar-condicionado nos ônibus rendeu discussão acalorada em um grupo de WhatsApp de vereadoras. Luiza Ribeiro (PT) criticou a ausência do PL na votação. Ana Portela (PL), relatora da CPI do Consórcio Guaicurus, respondeu dizendo que não compareceu por questões de saúde.
MDB na balança
A dúvida sobre qual partido escolher para 2026 ronda vários parlamentares. O deputado estadual Marcio Fernandes (MDB) ainda avalia se permanece no partido para disputar a reeleição ou se busca outra legenda que lhe dê maior sustentação eleitoral.
Confusão no Grito dos Excluídos
O tradicional protesto após o desfile de 7 de Setembro voltou a ser marcado por tensão em Campo Grande. Manifestantes acusam a polícia de usar spray de pimenta para impedir a saída do ato. Autoridades como os deputados Vander Loubet, Zeca do PT, Pedro Kemp, além dos vereadores Luiza Ribeiro e Jean Ferreira, estavam próximos no momento. Tiago Botelho, superintendente de Patrimônio da União, disse ter sido atingido pelo spray.
Botelho classificou a ação como inaceitável: “O combinado era esperar o desfile passar e depois entraríamos, como todo ano. O policial jogou spray de pimenta querendo criar o caos, mas o grito é uma manifestação pacífica”.
O episódio reavivou memórias de 2023, quando houve confusão semelhante, e contrasta com a tranquilidade registrada em 2024. Vale lembrar que, recentemente, o PT deixou a base de sustentação do governador Eduardo Riedel (PP).
O termômetro político
Levantamento do Instituto Ranking ouviu 3 mil moradores em 30 municípios sul-mato-grossenses. Resultado:
- 40% se classificaram como de direita ou extrema direita;
- 20% como de esquerda ou extrema esquerda;
- 18% como de centro;
- 17% disseram odiar política ou não votam;
- 4% não souberam responder;
- 1% se classificou como “outros”.