Em uma tentativa que se presume infrutífera, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, desembarca em Campo Grande nesta segunda-feira (18) para a que pode ser sua última reunião com o governador Eduardo Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja. O encontro tem como objetivo convencê-los a não deixarem o partido, mas os destinos dos dois líderes tucanos parecem já estar definidos. Riedel deve migrar para o PP, enquanto Azambuja seguirá para o PL.
A visita, que contará com a presença de deputados federais e estaduais do partido, está sendo vista por muitos correligionários como uma “última ceia”, simbolizando o fim da legenda em Mato Grosso do Sul. Após a reunião fechada, o grupo deve almoçar em uma churrascaria, consolidando a despedida.
A saída de Riedel, o único governador do PSDB no Brasil, e de Reinaldo Azambuja, principal articulador político do partido no estado, representa um golpe significativo para a sigla. O enfraquecimento nacional do PSDB se acentuou com as negociações fracassadas de fusão ou federação com outras legendas, como Podemos, Republicanos e MDB, que foram, segundo fontes, barradas por figuras como o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG).
Com a saída dos governadores de Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Pernambuco, o PSDB perde não apenas lideranças, mas também o acesso a recursos vitais, como o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral, que são determinados pelo número de deputados federais. Sem esses recursos, a viabilidade de campanhas eleitorais se torna extremamente difícil.
Para Azambuja, que buscará uma vaga no Senado, e Riedel, que tentará a reeleição em 2026, a filiação a partidos mais fortes como o PL e o PP, respectivamente, garantirá o suporte financeiro e a estrutura partidária necessários para as campanhas. Esse movimento reforça a percepção de que o PSDB caminha para se tornar uma legenda sem relevância nas grandes decisões políticas do país.