O procurador-geral de Justiça Romão Avila Milhan Júnior foi reconduzido ao cargo pela maioria dos membros do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para chefiar a instituição por mais dois anos. O atual chefe do órgão recebeu 224 votos em um processo eleitoral restrito a promotores e procuradores habilitados. A gestão de Romão tem sido marcada pela continuidade de políticas internas e pela defesa da estrutura remuneratória da classe, que inclui gratificações e verbas indenizatórias.
A administração atual enfrenta críticas de órgãos de fiscalização e entidades externas. Para a ONG Transparência Brasil, que monitora o acesso a informações públicas no país, o modelo de gestão adotado no MPMS reflete dificuldades na transparência institucional. Durante o último biênio, a folha de pagamento do órgão chegou a ser alvo de questionamentos junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
As denúncias levadas ao conselho nacional apontam para a existência de vencimentos que superam o teto constitucional, alcançando valores próximos a R$ 181 mil mensais em casos específicos, quando somados os subsídios e os chamados penduricalhos. A votação desta eleição reforça o apoio interno do grupo de membros que compõe a estrutura do Ministério Público estadual à atual linha de comando.
O inquérito e os monitoramentos de transparência seguem acompanhando a evolução dos gastos e da gestão administrativa do Ministério Público para o próximo biênio.