Rafael Razuk é apontado como sócio de empresa de jogos de azar investigada em Campo Grande

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Novas informações reveladas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul apontam que Rafael Razuk, preso nesta terça-feira (18), é registrado formalmente como sócio-administrador de uma empresa voltada à exploração de jogos de azar e apostas. A vinculação foi confirmada pelo delegado Pedro Cunha, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC).

A polícia investiga se a estrutura dessa pessoa jurídica era utilizada para mascarar e movimentar o dinheiro obtido com a comercialização de rifas digitais ilegais. Rafael foi detido junto com o irmão, o influenciador automotivo Eduardo Razuk, dono do canal Razuk Backstage, em uma megaoperação que mira crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias.

Bloqueio de R$ 500 milhões e frota de luxo

Por determinação judicial, as contas dos investigados tiveram um bloqueio recorde de R$ 500 milhões. Além dos valores bancários retidos, a operação desarticulou o patrimônio físico ostentado pelos irmãos na internet.

Em ações coordenadas no bairro Vilas Boas e em um galpão na Vila Morumbi, os agentes apreenderam mais de 30 veículos de alto padrão. A frota milionária, avaliada em cerca de R$ 10 milhões, inclui carros importados raros no Brasil, como um Porsche 911 Turbo S (avaliado em R$ 1,7 milhão), modelos esportivos BMW (M5 Competition, M2 e M4 Coupé), além de uma caminhonete Ranger e um Mini Cooper. Todos os automóveis foram guinchados para o pátio da Defurv.

Divisão de tarefas no esquema

A apuração aponta que os irmãos dividiam as funções empresariais. Enquanto Rafael gerenciava a firma voltada a jogos de azar e apostas criada em 2025, Eduardo comandava uma empresa de marketing e eventos. Essa segunda estrutura servia de fachada para a promoção e divulgação dos sorteios virtuais, onde cotas de carros de luxo eram vendidas para milhares de seguidores por valores que iniciavam em R$ 1,49.

O posicionamento da defesa

Em nota oficial, os advogados Thiago Bunning e Heitor Matos, que representam os irmãos Razuk, afirmaram que as atividades de sorteio promovidas por seus clientes são totalmente legais e cumprem as regulamentações vigentes. A equipe jurídica informou que aguarda a liberação do acesso integral aos autos do processo para apresentar os esclarecimentos necessários à Justiça.

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