Decisão da cúpula do PP frustra planos do PL, que agora corre contra o relógio para achar um novo vice antes do fim do prazo do TSE na próxima quarta-feira.
BRASÍLIA – A Executiva Nacional do Progressistas (PP) vetou oficialmente, nesta sexta-feira (31), a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ocupar a vaga de vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada poucas horas após a parlamentar admitir, pela primeira vez, a possibilidade de compor a candidatura.
Em nota oficial, a cúpula do PP confirmou que a legenda manterá estrita neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto. O movimento frustra os planos de aliança articulados pelo Partido Liberal e barra o nome da senadora sul-mato-grossense.
Impasse partidário e frustração no PL
A movimentação nos bastidores havia se intensificado após Tereza Cristina confirmar, por meio de suas redes sociais, uma reunião com Flávio Bolsonaro para debater a composição da chapa. O próprio candidato do PL chegou a declarar publicamente, em São Paulo, que a senadora havia aceitado o convite e que o anúncio dependia apenas do aval do PP.
Contudo, a reação da Executiva do Progressistas foi imediata. Sob a liderança do presidente da sigla, Ciro Nogueira, a maioria dos diretórios estaduais barrou o apoio formal para garantir a independência do partido na corrida eleitoral. Segundo a nota do PP, a decisão de neutralidade já foi comunicada e integralmente acatada por Tereza Cristina, que exerce a liderança da bancada no Senado.
Com o veto do PP, o PL de Flávio Bolsonaro corre contra o tempo para definir um novo nome para a vice. O prazo legal estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a homologação das candidaturas termina na próxima quarta-feira, 5 de agosto.