Policial da reserva baleado dentro do 4º Batalhão morre em Ponta Porã

0

Resoaldo Gomes dos Santos cumpria detenção administrativa quando foi atingido por dois tiros; tenente foi preso em flagrante por homicídio

O policial militar da reserva Resoaldo Gomes dos Santos, de 44 anos, morreu após ser baleado dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar, em Ponta Porã. Ele estava internado em estado grave no Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos.

Resoaldo foi atingido por dois disparos na madrugada de quarta-feira (16), sendo um no rosto e outro no abdômen. O suspeito de efetuar os tiros é o tenente Carlos Eduardo da Silva Filho, que estava de serviço no batalhão e foi preso em flagrante.

Segundo as informações divulgadas pelo Ponta Porã News, a vítima cumpria uma detenção administrativa de dez dias no alojamento do quartel desde segunda-feira (14).

Por volta de 1h30, o tenente teria ido ao alojamento para fiscalizar o cumprimento da medida disciplinar. Foi nesse momento que ocorreu o ataque. As circunstâncias que antecederam os disparos e a motivação do crime ainda estão sendo investigadas.

Socorrido pela equipe de plantão

Após ser baleado, Resoaldo foi socorrido pelos próprios policiais que estavam de plantão e levado ao Hospital Regional de Ponta Porã. Ele recebeu atendimento médico, mas morreu em razão da gravidade dos ferimentos.

Equipes da Polícia Civil e da perícia técnica estiveram no batalhão para realizar os levantamentos e recolher elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.

A arma utilizada nos disparos foi apreendida e deverá passar por exames periciais. Os investigadores também devem ouvir testemunhas e analisar possíveis imagens de câmeras de segurança instaladas no quartel.

Tenente permaneceu em silêncio

O tenente Carlos Eduardo foi conduzido à delegacia e interrogado, mas exerceu o direito de permanecer em silêncio. Ele acabou autuado em flagrante por homicídio.

A Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul acompanha o caso e instaurou os procedimentos necessários para apurar a conduta do oficial e as circunstâncias em que os disparos ocorreram.

O caso também é investigado pela Polícia Civil. Até a conclusão das apurações e eventual julgamento, prevalece a presunção de inocência do investigado.

.