Polícia intercepta célula do Comando Vermelho e frustra execução de três rivais do PCC

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Quatro integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) foram presos em flagrante por forças de segurança enquanto se preparavam para desferir um ataque contra três membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). A captura ocorreu após o setor de inteligência mapear a localização da célula tática, que já operava em território rival com o objetivo de eliminar alvos estratégicos da liderança concorrente. A ação rápida dos agentes conseguiu desarticular o plano antes do início das execuções, evitando um confronto armado de grandes proporções em área urbana.

Em depoimento formal à Polícia Civil, os quatro suspeitos confessaram detalhadamente a dinâmica da operação criminosa e confirmaram que aguardavam apenas a ordem final da cúpula da facção para agir. Eles revelaram que os três alvos vinculados ao PCC já estavam completamente monitorados, com rotinas, horários e endereços mapeados pelos executores. O grupo funcionava como um braço operacional de elite, condicionado ao recebimento do “salve” — a autorização formal transmitida pelas lideranças por meio de aplicativos de mensagens criptografadas.

Durante a abordagem e revista no local que servia de base para o crime, a polícia apreendeu um forte arsenal composto por fuzis, pistolas de uso restrito com numeração raspada e farta quantidade de munição. Além do armamento pesado, os investigadores confiscaram os telefones celulares dos criminosos, que continham fotos, vídeos e anotações minuciosas que comprovam a vigilância sistemática sobre os passos das vítimas. Rádios transmissores e materiais ligados à contabilidade do tráfico local também foram recolhidos e encaminhados para a perícia técnica.

Os quatro detidos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça sob regime de prisão preventiva. Eles foram indiciados formalmente pelos crimes de organização criminosa armada, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e tentativa de homicídio qualificado. A Polícia Civil e o Ministério Público mantêm as investigações em andamento com o objetivo de rastrear e prender os mandantes intelectuais que coordenavam o ataque de fora da região.

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