Uma mulher identificada como Fátima foi assassinada na manhã desta segunda-feira (23), em Selvíria, município a cerca de 399 quilômetros de Campo Grande. O crime é tratado como feminicídio.
O principal suspeito do crime, um homem identificado pela inicial M., foi localizado e detido pela Polícia Militar logo após o ocorrido.
Segundo informações preliminares, Fátima foi encontrada com diversos ferimentos pelo corpo. Há indícios de que ela e o suspeito estariam ingerindo bebida alcoólica durante a madrugada, quando uma discussão teria começado e evoluído para o crime.
A Polícia Civil investiga o caso para apurar as circunstâncias e a motivação do assassinato.
Com este caso, Mato Grosso do Sul soma cerca de sete feminicídios registrados em 2026, a maioria ocorrida em cidades do interior.
Feminicídio é o assassinato de uma mulher motivado por sua condição de gênero, geralmente ligado à violência doméstica ou ao menosprezo e discriminação.
Casos registrados em 2026:
- Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro
- Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro
- Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de fevereiro
- Beatriz Benevides da Silva (Três Lagoas) – 25 de fevereiro
- Liliane de Souza Bonfim Duarte (Ponta Porã) – 6 de março
- Leise Aparecida Cruz (Anastácio) – 6 de março
- Ereni Benites (Paranhos) – 8 de março
O caso de Selvíria reforça o alerta para a violência contra a mulher e segue sob investigação das autoridades.
Onde buscar ajuda em casos de violência contra a mulher
Mulheres em situação de violência não estão sozinhas e podem contar com uma rede de apoio disponível em todo o país. Em casos de risco ou agressão, é fundamental procurar ajuda o quanto antes.
Canais de atendimento imediato
- Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher. Funciona 24 horas por dia, com orientações, acolhimento e encaminhamento para serviços especializados.
- Ligue 190 – Polícia Militar, em casos de emergência ou quando a violência estiver acontecendo.
Atendimento especializado
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam): realizam registro de ocorrência, pedidos de medidas protetivas e orientações legais.
- Centros de Referência de Atendimento à Mulher: oferecem apoio psicológico, social e jurídico.
- Defensoria Pública: presta assistência jurídica gratuita.
Rede de apoio é essencial
Buscar ajuda de familiares, amigos ou vizinhos também pode ser um passo importante para romper o ciclo de violência. Em muitos casos, essas pessoas podem auxiliar no acesso aos serviços de proteção.
Denunciar pode salvar vidas
A denúncia é fundamental para interromper a violência e garantir a segurança da vítima. Mesmo quem presencia ou tem conhecimento de casos pode e deve denunciar.
Se você ou alguém que conhece está em situação de violência, procure ajuda. Existem serviços preparados para acolher, orientar e proteger.