Uma mulher procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Campo Grande, para denunciar o ex-companheiro, um policial militar lotado em Porto Murtinho, pelos crimes de lesão corporal, injúria e violência psicológica no contexto de violência doméstica.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que manteve um relacionamento com o militar por aproximadamente 11 anos, sendo dois deles de casamento formal. O casal tem uma filha de 9 anos.
De acordo com a denúncia, os conflitos começaram após a mulher descobrir uma suposta traição. Ela afirmou ter sido procurada por outra mulher, que alegou manter um relacionamento amoroso com o policial. Inicialmente, o militar teria negado a situação, mas posteriormente admitido o envolvimento após a vítima encontrar mensagens e receber provas da relação extraconjugal.
Ainda conforme o registro policial, o casal chegou a tentar uma reconciliação, mas a convivência continuou marcada por discussões e desgastes emocionais.
A mulher relatou que, durante uma confraternização realizada no último dia 7 de junho, ambos consumiram bebida alcoólica e, ao retornarem para casa, mantiveram uma relação sexual consensual. No entanto, segundo a denúncia, durante o ato o policial teria desferido socos com força excessiva, atingindo braços, cintura e costelas, provocando hematomas. A vítima afirmou possuir fotos e vídeos das lesões.
Após o episódio, ela disse ter passado a sentir medo do então companheiro. Também relatou ter sido alvo frequente de ofensas, sendo chamada de “louca” e “surtada” após o término do relacionamento. Segundo a denúncia, o policial ainda teria comentado com terceiros que ela estaria tentando prejudicar sua carreira profissional.
A vítima informou à polícia que passou a enfrentar problemas emocionais, como crises de ansiedade, insônia, perda de apetite e tremores. Ela relatou ter procurado atendimento médico e psiquiátrico, sendo encaminhada para acompanhamento psicológico.
O caso foi registrado como lesão corporal dolosa, injúria e violência psicológica contra a mulher. A Polícia Civil irá apurar os fatos. Até o momento, não há informação sobre manifestação do policial citado na ocorrência.