A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou a prisão preventiva do ex-prefeito Alcides Bernal na manhã desta quarta-feira (25), após audiência de custódia que durou cerca de uma hora. O político é acusado do assassinato do servidor Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, atingido por dois disparos — um no abdômen e outro nas costas — em uma disputa por um imóvel leiloado na Rua Antônio Maria Coelho.
O comportamento de Bernal durante a sessão, no entanto, chamou a atenção pela falta de solenidade e pelo tom de desdém diante da gravidade do crime. Mesmo sendo advogado de formação e conhecedor dos ritos processuais, o ex-prefeito demonstrou uma postura trêmula e, por vezes, debochada. Segundo relatos, ele interrompeu a dinâmica da audiência ao tentar discutir o mérito da prisão precocemente e reagiu com balançar de cabeça irônicos enquanto o magistrado proferia sua decisão.
A tentativa de Bernal de se colocar acima do rito jurídico foi prontamente rebatida pelo juiz, que, em uma postura firme, aplicou o que observadores descreveram como uma “aula de Direito” ao acusado e sua defesa. Enquanto o ex-prefeito sustenta a tese de que agiu por se sentir “acuado” e sem intenção de matar, os detalhes da execução — especialmente o tiro desferido pelas costas da vítima — confrontam diretamente a narrativa de legítima defesa e reforçam a necessidade da manutenção de sua custódia.
Agora sob prisão preventiva, Bernal deixa de lado o foro privilegiado de sua antiga posição política para responder por um crime que chocou a capital pela frieza e pela resistência em aceitar decisões judiciais anteriores sobre a posse do imóvel em questão.